O mercado imobiliário de Londrina encerra 2006 sem variações comparado ao ano anterior. A constatação é feita por empresários do setor consultados pela reportagem. Segundo Jorge Coimbra, delegado regional do Secovi, o último semestre proporcionou o desencalhe de imóveis e a oferta de novas unidades.
''Isto é resultado do incremento nas linhas de crédito oferecidas pelo governo federal e a participação de pequenos investidores'', explicou Nadir Oliveira, gerente administrativa da imobiliária João de Barro. É impossível comentar o desempenho da economia regional sem lembrar da crise agropecuária - gerada pelas consecutivas estiagens, depreciação da soja, baixa no dólar, febre aftosa e gripe aviária - que afetou diretamente a balança comercial brasileira.
''Qualquer alteração no campo interfere nos balanços registrados pelo comércio, indústria e prestação de serviços. Apesar disso, notamos a valorização do metro quadrado construído e o interesse por imóveis nos últimos meses'', disse José Carlos Delalibera, vice-presidente do Sindicato dos Corretores Imobiliários de Londrina (Sincil).
O imobiliarista Raul Fulgêncio atribui a prosperidade de seus negócios à experiência, exclusividade com grandes construtoras e à possibilidade de facilitar o pagamento. ''Para quem trabalhou - especialmente - com imóveis de terceiros, o ano não foi muito bom. As melhores oportunidades estiveram relacionadas aos lançamentos'', comentou o empresário.
Leonildo Luiz Del Vechio, gerente do departamento rural da Vitor Imóveis, está confiante que 2007 amenizará as dificuldades enfrentadas este ano. De acordo com ele, alguns clientes já estão programando visitas a propriedades do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. ''Felizmente, o preço da terra está reagindo nas principais regiões agrícolas do País'', justificou.

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