Para enfrentar preços de materiais construtoras formam cooperativa
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domingo, 03 de fevereiro de 2008
Da Redação 
Com o apoio do SindusCon-SP, um grupo de construtoras paulistas está formando a Cooperativa de Compras da Construção de São Paulo - Coopercon-SP. Integrada por representantes de empresas, ela deverá realizar aquisições coletivas de insumos da construção, buscando obter reduções de preços em troca dos altos volumes a serem contratados.
A iniciativa visa atender empresas de qualquer porte. ''A cooperativa está se formando no momento em que alguns materiais de construção vêm sofrendo aumentos de preços injustificáveis'', diz o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti. Segundo ele, para se contrapor a esta situação, e também ajudar na redução dos custos das construtoras, a entidade está estimulando a formação da cooperativa.
Além da aquisição de materiais e equipamentos, a Coopercon-SP poderá prestar serviços às construtoras, como logística de fornecimento de materiais, locação de máquinas, andaimes e equipamentos, e outros serviços que as cooperadas decidirem contratar conjuntamente. Até mesmo computadores e outros equipamentos e serviços não diretamente ligados à construção poderão ser adquiridos de forma conjunta.
''Não há limite para a atuação da cooperativa'', afirma seu gerente executivo, Robson Colamaria. Segundo ele, a participação das construtoras na Coopercon-SP abrirá um intercâmbio de informações entre elas, um network do qual poderão obter benefícios complementares.
As compras a serem feitas de forma cooperativada serão posteriormente repassadas às empresas. A construtora que se associar não é obrigada a participar de nenhuma aquisição, sendo-lhe facultada atuar apenas nas compras que lhe interessarem.
Associação - Em fase de implantação, a Coopercon-SP começará a operar ainda este trimestre, após a sua formalização. Como toda entidade do gênero, a cooperativa terá obrigatoriamente um presidente e um diretor administrativo-financeiro, realizará assembléias gerais ordinárias anualmente para prestação de contas e eleição do conselho deliberativo e do diretor. Normalmente, os mandatos são de dois anos e há reuniões mensais para a definição e o acompanhamento das aquisições.
De acordo com Colamaria, a cooperativa deverá decidir como vai cobrir seus custos fixos. Há várias possibilidades em estudo: taxa de ingresso, contribuição mensal, adicional sobre a compra de cada material, ou a combinação dessas opções. As empresas interessadas em participar da cooperativa poderão informar-se no SindusCon-SP com Colamaria pelo telefone (11) 3334-5678.
Importações da China
A iniciativa conta com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)) e já resultou em uma série de operações que trouxeram benefícios às construtoras. Com o apoio dos respectivos Sinduscons, outras cooperativas de compras de insumos da construção já funcionam em Estados como Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina e no Distrito Federal. Recentemente, a Coopercon-RS informou ter contratado a aquisição de 115 elevadores, prepara-se para comprar 30 mil portas e iniciar importações de porcelanato e outros produtos da China.


