Entidades representativas do construbusiness paranaense apontam os atuais indicadores econômicos, a paralisação das obras públicas e a legislação trabalhista como os principais responsáveis pelo baixo desempenho registrado pela construção civil e mercado imobiliário do Estado no segundo semestre de 98 e início de 99.
Os apontamentos - e também algumas sugestões para reverter a atual crise e estimular a cadeia produtiva da construção - estão no documento ‘‘Construir é a solução’’, entregue no final de fevereiro ao ministro Francisco Dornelles (do Trabalho), em Brasília, pelos presidentes do Secovi-PR, João Françolin Tomazini; do Sinduscon-PR, Eliael Lopes Ferreira e Acomac, Eduardo Balarotti. O documento defende reformas constitucionais urgentes para mudar o panorama do setor e colaborar na recuperação da economia e na geração de novos empregos.
Segundo os empresários, o setor que corresponde atualmente por 15% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional poderá passar, a partir de agora, por dificuldades para produzir e vender. Para servir de efetiva solução para a crise e retomada do desenvolvimento do País, a cadeia da construção civil e imobiliária carece de parceria política que reverta os problemas responsáveis pelo engessamento das atividades do setor.
Entre as medidas consideradas emergenciais estão a redução da carga tributária, juros aceitáveis, política de financiamento habitacional, projetos de infra-estrutura ao sistema econômico e legislação adequada às novas necessidades do mercado de trabalho.
Segundo João Françolim Tomazini, presidente do Secovi-PR, os setores imobiliário e da construção civil do Estado prevêem que sem a adoção dessas medidas propostas poderão ocorrer futuras demissões. ‘‘Somente com apoio de todos para reduzir o déficit habitacional estimado entre 6 milhões de moradias e as carências de infra-estrutura para o sistema produtivo, o setor poderá manter e gerar empregos, garantindo massa salarial para toda a economia brasileira’’, diz.
Para as principais entidades paranaenses que assinam o documento existe uma expectativa de crescimento. Somente a indústria da construção, principal setor que movimenta toda a cadeia produtiva do construbusiness, emprega no Paraná 120 mil trabalhadores com carteira assinada.
O empresário Eliel Lopes, presidente do Sinduscon-PR afirma que o manifesto reforça antigas reivindicações, mas principalmente mostra a força do setor e sua capacidade de reverter o elevado índice de desemprego, ‘‘Cada emprego direto na construção civil gera mais de quatro indiretos na cadeia produtiva. E para cada R$ 1 milhão investidos na construção civil são criados 163 postos de trabalhos diretos e indiretos.’’
O movimento lançado com o documento ‘‘Construir é a solução’’ - enviado também a parlamentares e autoridades da área econômica - é a primeira ação no processo de integração das entidades do setor, no programa Construbusiness - Tecnologia & Negócios na Construção. O programa soma indústria, comércio e serviços voltados à construção, e visa a expansão e fortalecimento de toda a cadeia produtiva.

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