Papéis de parede estão mais acessíveis
Célia Baroni
De Londrina
Com uma infinidade de estampas e texturas, esse tipo de revestimento é mais resistente que a pintura, tem opções vinilizadas e é mais fácil de limpar
Há muito as paredes deixaram de ser um apoio para quadros e adornos e se transformaram em um importante recurso para a decoração. A mesma preocupação na escolha de um sofá, tapete ou móveis agora é dispensada na hora de escolher a cor e textura das paredes. E, mesmo com variedade de cores e texturas disponíveis no mercado de tintas, o papel de parede continua sendo uma ótima opção para decorar quartos, salas e até mesmo banheiros.
Proprietário de uma loja de decoração, José César de Lima Ferreira, afirma que o papel de parede é melhor que a pintura. Ele tem uma durabilidade de até dez anos e é mais fácil de limpar e não deixa acumular poeira, diz. Embora o papel de parede seja extremamente prático, Ferreira afirma que a maioria das pessoas ainda o enxergam como um recurso apenas decorativo.
Uma prova é que o produto mais procurado ainda é aquele para os quartos de bebês. O quarto de bebê faz parte do sonho dos futuros pais, que vêem nele uma forma de demonstrar a alegria de receber o filho. Depois a criança cresce e as pessoas abrem mão deste recurso, esquecendo a sua praticidade, comenta. Em segundo lugar, vem a procura de papel de parede para quartos.
Ferreira explica que a qualidade do papel de parede nacional e a variedade do importado é tão grande que ele pode ser aplicado em todos os ambientes, incluindo lavabos, banheiros e cozinhas. Garante que mesmo em locais úmidos, o papel de parede não descola e mantém a qualidade por até oito anos. A pintura tem de ser refeita de dois em dois anos para manter a qualidade visual. No banheiro, complementa, o único local que deve ser evitado é a área do box, onde a cerâmica é indispensável.
Segundo ele, a demanda só não é maior porque as pessoas continuam acreditando que o papel de parede é um produto caro. Este preconceito nasceu há cerca de 20 anos quando o mercado só oferecia papel de parede importado. Na época, o papel de parede virou moda, mas apenas para quem dispunha de recursos.
Com o país fechado para as importações, o produto chegava a preços muito elevados para o mercado local, forçando a elitização do consumidor, conta. Outro problema que também segurou o consumo foi o estilo das estampas e cores disponíveis. Segundo Ferreira, elas eram feitas para atender ao gosto americano que já estava acostumado ao produto e apreciava estampas e cores fortes.
Diferente de lá, aqui nós competimos o ano todo com uma natureza rica em variedade de cores e espécies. O brasileiro prefere padrões mais neutros e cores claras, argumenta. A situação mudou há cerca de dez anos. A abertura do mercado brasileiro facilitou a importação e o produto está mais acessível. Paralelamente, a globalização fez com que as fábricas começassem a produzir estampas e texturas mais variadas para atender a gostos diferenciados.
Ferreira explica que ainda hoje quem quer comprar papel de parede encontra poucas variedades na linha nacional existe apenas uma fábrica no País. Em compensasão, a gama de papéis de parede importados atende aos sonhos de qualquer projeto de decoração.
Os preços do produto nacional e importado variam de R$ 20,00 a R$ 120,00 a bobina com cinco metros quadrados, mas existem papéis de parede que custam até R$ 500,00. A colocação exige profissional especializado e a mão de obra custa cerca de R$ 15,00 a bobina.





