Revestimento cimentício dos mais tradicionais para a indústria da construção civil, o granilite volta a ganhar destaque em projetos arquitetônicos contemporâneos em função da tecnologia agora empregada para sua produção e execução.
''Produzido até então com métodos artesanais, ou seja, a mistura do cimento bruto com a granilha realizada no próprio canteiro de obra, e meio na base do 'olhômetro' do pedreiro, este tipo de revestimento perdeu muito espaço para os pisos industrializados, produzidos em larga escala e com rígidos padrões de qualidade. Mas com o emprego de normas para o manejo da mistura, que agora vem pronta, e portanto com uma padronização para o traço, e na melhora da textura tanto do cimento como da granilha, que também ganhou reforço na cartela de cores, o produto inovou-se e virou sinônimo de contemporaneidade,'' diz o arquiteto paulista Giovanni de Petre Campari.
Profissional técnico responsável pelo desenvolvimento e inovação de produtos da Camargo Corrêa Cimentos, mais especificamente da Cauê Soluções Construtivas, o arquiteto esteve em Londrina na quarta-feira passada realizando palestra para os engenheiros, arquitetos e técnicos da construção participantes da 8 MD&I que, nesta edição, tem três ambientes com o piso granilite branco (Sala da Família, Living e Suíte do casal).
''O objetivo é difundir as novas tecnologias e principalmente tirar dúvidas, ou reforçar técnicas para aplicação e conservação, para melhor empregar esse que transformou-se em um novo produto e foi o avant-premiére da empresa para colocar no mercado da construção uma nova linha para os cimentícios - a Cauê Mix Decor'', comenta Campari.
Reforçando ainda mais o mix de vantagens oferecidas para sua utilização, o arquiteto diz que o granilite continua sendo um tipo de piso monolítico considerado clássico; ''e produto que, como é fácil manuseio, alta durabilidade e resistência, mantém a principal e fundamental característica técnica para o arquiteto - a liberdade de expressão.''

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