País vai precisar de 16 mi de novas moradias
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sábado, 30 de julho de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
As notícias são boas para os empresários do segmento imobiliário e investidores do setor. Um novo e promissor mercado está prestes a surgir no Brasil. Um dos principais motivos é que na próxima década o País vai vivenciar o chamado bônus demográfico. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que atualmente o País tem cerca de 191 milhões de habitantes e uma parcela significativa encontra-se na faixa etária entre 20 e 29 anos. Sendo assim, na próxima década, o País contará com população adulta, ativa e produtiva superior ao total de idosos e crianças.
Para atender o aumento de demanda é necessário a criação de pelo menos 16 milhões de novas moradias. O cálculo é do vice-presidente de Comercialização e Marketing do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Elbio Fernández Mera.
Outros fatores que evidenciam o crescimento do mercado imobiliário são a estabilidade econômica, os níveis crescentes de emprego formal e o volume de crédito imobiliário. Outro fator relevante é a mudança de perfil do consumidor, que está cada vez mais informado e busca investir em imóveis.
''O mercado ainda tem muito a crescer. Há um ambiente propício para isso'', considera Mera, ressaltando que o País encontra campo fértil para experimentar o crescimento sustentado até 2020.
De acordo com ele, análises da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), reforçam a tendência de crescimento. Estima-se uma evolução média de 5% do PIB brasileiro ao ano, perdendo apenas para a China, que apresenta crescimento anual de aproximadamente 7%.
O surgimento de um novo mercado imobiliário acalora as discussões sobre o risco dos recursos oficiais disponíveis para financiamento se esgotarem. Na opinião de Mera, o momento é pertinente para avaliar fontes alternativas. Uma saída, na visão dele, é a implementação do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) em condições mais favoráveis e com juros mais baixos.
O gerente regional da Caixa Econômica Federal, Ubiraci Rodrigues, afirma que buscará recursos suficientes para atender a crescente demanda. ''Pensamos até em recursos internacionais'', adianta. Atualmente, a Caixa conta com duas principais fontes de recurso. ''Utilizamos muito o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), proveniente de dotação orçamentária do governo federal, e recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)'', explica.
A procura pelas linhas de financiamento habitacional já está em ritmo de crescimento. A Caixa Econômica saiu de uma contratação de R$ 201 milhões em 2006 para R$ 755 milhões em 2010. ''Isso representa uma média de crescimento de 55% por ano'', calcula. Nos últimos cinco anos, no âmbito da superintendência regional de Londrina, foram contratados R$ 1.815 bilhões em crédito imobiliário pela Caixa.


