Otimizando espaços pouco nobres
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de setembro de 2002
Da Redação 
Máquinas de auto-serviço que diminui o staff de room-service; corredores como galerias de arte e terminais de computador orientando pontos de interesse na cidade. Pronto: a área de circulação ganhou mais importância no contexto hoteleiro. A arquiteta Bianka Mugnatto participou da 40 Equipotel, mostrando oportunidades onde poucos profissionais gostam de atuar: as áreas de circulação.
Observando a tendência crescente de hotéis de três e quatro estrelas, sob medida para o turismo de negócios que predomina em São Paulo, Bianka estudou opções para otimizar estes espaços nesta categoria. A arquiteta propõe que essas áreas passem a agregar serviços com o objetivo de reduzir as tarifas de hospedagem e manter a comodidades para os hóspedes. Quem se hospeda em hotéis três estrelas prioriza economia, optando por pagar somente por aquilo que efetivamente utiliza.
Tendo este público como referência, a arquiteta instalou em seu espaço na Equipotel máquinas de auto-serviço de bebidas geladas (evitando frigobares em cada apartamento), bebidas quentes e petiscos ou sanduíches frios (reduzindo o staff de home service). ''Proponho também que os visitantes/hóspedes tenham acesso aos guias e mapas virtuais, através da internet, que podem ser consultados antes de deixarem o hotel, sabendo exatamente qual o percurso a fazer ou até mesmo quanto irá desembolsar de táxi'', detalha.
As galerias de arte ou de artesanato da região, podem ser incentivadas a instalar seus trabalhos neste espaço, que seria transformado em ''galeria do hotel'', apresentando e ou comercializando suas peças. Dentro deste princípio, corredores ou áreas de circulação ganharão em pouco tempo, status de ''living''.


