Bons ventos animam o setor imobiliário para 2003. Tanto imobiliaristas como construtores vêem com otimismo as perspectivas para o ano que vem. Entre os fatores positivos está o movimento econômico que virá com a implantação de novas universidades, a tendência de declínio da inflação e a estabilidade após as eleições presidenciais. ''A incerteza política está sanada'', avalia o imobiliarista Abílio Medeiros Filho.
Segundo ele, outro fator, que é a boa safra de grãos deverá permanecer firme com ofertas e demanda bastante equilibradas. A produtividade prevista em 2002/2003 é de 2.655 kg/ha. Além disso, a implantação de universidades, como a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná que tem um campus em construção em Londrina, devem aquecer ainda mais o mercado.
''Os indicadores são muito positivos'', reforça o imobiliarista Raul Fulgêncio. Segundo ele, nos últimos 120 dias, houve uma grande procura por galpões industriais. ''Muitas empresas de fora estão querendo se instalar em Londrina'', observa ele, completando que ''na semana passada, uma empresa locou um imóvel de 3 mil metros quadrados''. Empresas locais também têm planos de expansão, revela Fulgêncio.
A construção dos condomínios residenciais horizontais, como o AlphaVille Londrina, Royal Park, Royal Golf, Royal Tenis e Sun Lake projetam a construção de pelo menos mil residências na Zona Sul, a curto prazo, cada uma ao preço médio de R$ 200 mil. Juntas, projetam uma estimativa de R$ 200 milhões. De acordo com a assessora técnica do Sinduscon, engenheira Vanessa Alves Batista, em 2002 foram aprovados 2.859 lotes em Londrina pela prefeitura. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, apontam que o macrossetor da construção civil participa com 19,26% do PIB brasileiro.
No próximo ano, a Romeu Curi Imóveis deverá lançar até março dois condomínios. O imobiliarista Romeu Curi está apostando no ''resultado financeiro da safra agrícola de 105 milhões de toneladas, que deverá ser aplicado em imóveis rurais ou urbanos de Londrina''. Segundo ele, isto deverá dar uma boa injeção no mercado. Outro fator apontado por Curi é o grau de confiança no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ''Há uma tendência para a estabilização''.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) Norte do Paraná também está otimista. ''Primeiro porque habitação e emprego foram anunciados como prioridades pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva'', diz o presidente do sindicato, José Roberto Hoffmann. Segundo ele, a construção civil garante este emprego. ''Se o presidente da República quer fazer 500 mil habitações por ano, que invista nas empresas legalmente constituídas da construção civil'', observa. ''O nosso setor movimenta todo o setor da cadeia produtiva'', complementa.
Hoje, de acordo com o presidente do Sinduscon, a carência de moradia para pessoas de baixíssima renda chega a 8 milhões de moradias. Ele espera que ''o novo governo não venha com mutirão''. Segundo Hoffmann, este tipo de atividade não gera retro-aliemntação do FGTS e nem contribui para a Previdência.

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