Com um volume de aproximadamente 105 mil imóveis habitacionais, e dentre eles, cerca de 30 mil destinados à locação, Londrina é uma cidade que mantém seus percentuais equivalentes em ofertas variando entre 1,3% e 2,5%, em relação ao total de unidades existentes. E isto vale tanto para o mercado de venda quanto para o de locação.
‘‘É um índice considerado normal (não ideal) para o mercado imobiliário londrinense’’, avalia Márcio Strini, Delegado Regional do Sindicato da Habitação, ao comentar os resultados da última pesquisa sobre a oferta de imóveis em Londrina. Realizada pelo Secovi-PR, no mês de agosto, o levantamento estatístico registrou 1.078 imóveis residenciais usados à venda, e outros 1.039 disponíveis para locação.
Cresceram as ofertas, em relação ao mês de julho, tanto para venda quanto para locação. No primeiro caso, o aumento foi maior: de 869 para 1078 (24,05%). A oferta em locação aumentou em 5,38%. Eram oferecidos 986 imóveis em julho; no mês de agosto, o número subiu para 1.039. ‘‘São diversos os fatores para este crescimento’’, diz Strini, lembrando que o número de ofertas está dentro do parâmetro em percentuais equivalentes e conforme ‘‘o termômetro da estabilidade’’.
‘‘Além da sazonalidade (os meses de julho, agosto e até mesmo setembro não são meses de acentuada procura, em função de gastos com férias, fim de período no ensino superior e metade do ano escolar no ensino médio, por exemplo), houve ainda uma oferta maior do que o volume de vendas ou locações realizadas no período. Outro dado importante é que, em regiões da cidade, como o Aeroporto, Jardim Bandeirantes, Centro e Vila Nova, onde apareceram os maiores números em ofertas, também ali foram entregues novos empreendimentos residenciais, disponibilizando novas unidades ao mercado.’’
Em relação ao preço, cotação realizada através da média e divulgada em valor do metro quadrado, o delegado regional do Secovi comenta que ‘‘não é que os imóveis estejam mais baratos. A variação negativa (-0,28%) apresentada na locação pode significar que, com uma maior oferta - e aí entram, de novo, os novos -, o valor de aluguel para os usados tende a ser menor. São realizados descontos, e o cliente, procurando a melhor negociação, provoca uma redução destes custos finais’’.
Variações equivalentes também apresentam os imóveis comerciais em Londrina. Igualmente pesquisados pelo Secovi, apresentam sim, menor número na quantidade de ofertas. Disponíveis para venda, no mês de agosto, eles somaram 122 unidades entre as ofertas em barracões, casas, lojas e conjuntos. E apresentaram menor valor de venda, em relação ao mês anterior: -1,26%. Aumentou a oferta para locação (476 unidades em julho e 533 em agosto) e diminiu o valor do metro quadrado locado em 2,61%.
Márcio Strini, comenta que o fato de o mercado imobiliário londrinense apresentar, nestes meses, oferta maior que o volume de negócios, ainda não preocupa o setor. Será sim, daqui a alguns meses, mas pela razão inversa. ‘‘Com a redução, nestes últimos anos, de novos empreendimentos residenciais na cidade, a produção não será compatível com a procura. Demanda esta, ocasionada pelo crescimento natural e pelos incrementos que vêm sendo proporcionados ao setor industrial do município. O incentivo à geração de novos empregos, gera também a necessidade de habitação. E nossa produção pode não acompanhar a demanda ocasionada, tanto para os imóveis novos quanto para os usados’’, finaliza.

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