Nestes locais, é possível encontrar os mais variados tipos de revestimentos cerâmicos azulejos e pisos fora de linha. Pode ser que o modelo que você procura para repor uma ou duas peças ou completar o que foi danificado na reforma esteja lá. A principal vantagem desse tipo de serviço: repor o que falta, sem gastar muito. Além da reposição, estas lojas também são opção para quem deseja diferenciar sua obra, já que usar azulejos antigos na criação de detalhes em bordas de piscinas, fontes, em volta de janelas, em mesas de alvenaria, em rodapés ou barrados, dá um charme especial ao conjunto. Mas neste caso, muita atenção: utilizar azulejos e pisos dos museus (ou cemitérios, como também são conhecidos) em toda a obra não é nada recomendável. O volume acaba por encarecer a construção.
Apesar da enormidade de opções em azulejos e pisos, os cemitérios concentram seu estoque nas peças com cerca de 30 anos para cá. ''São quase 100 mil modelos em estoque'', diz Leondenes Gonçalves, gerente do Museu dos Azulejos, que funciona há 18 anos em Londrina. O preço? ''Varia de peça para peça. O custo é unitário, e que é levado em consideração é o tamanho, antiguidade do azulejo ou piso e a quantidade que temos em estoque'', completa o gerente.
Azulejos antigos (de 40 anos em diante) são mais difíceis de encontrar porque as casas dessas épocas já foram reformadas e o material jogado fora. Também porque só na década de 60 se iniciou a produção do azulejo brasileiro. Antes, havia apenas os europeus, considerados antiguidades e por isso caríssimos. Por estas razões, e ainda porque boa parte dos azulejos antigos para área interna era somente branca, a procura é muito pequena.

mockup