Alguém já imaginou o elevador do seu prédio parar definitivamente? Que transtorno isso causaria aos moradores de um edifício com muitos andares? Subir e descer escadas todos os dias, carregando compras, pacotes etc. Mas isso pode acontecer se não houver manutenção periódica no elevador, pois tudo o que se usa continuamente necessita de cuidados constantes. Com o elevador não poderia ser diferente.
Essa advertência é do engenheiro Píndaro Cruz Couto, que participou dias atrás do ''Sabadão dos Condomínios'', promovido pelo Conselho Técnico de Síndicos da Delegacia Regional do SECOVI-PR. O engenheiro, que faz parte da equipe técnica da PGC Engenharia e atua como consultor de transportes verticais, foi responsável por uma das mais aplaudidas palestras no evento do Catuaí Shopping Center, versando sobre Elevadores, considera João Paulo de Barros Silveira, coordenador do Conselho de Síndicos.
Manutenção é imprescindível
Segundo o engenheiro Píndaro Couto, a manutenção nos elevadores de uma edificação é imprescindível. Ele diz que qualquer empresa poderá efetuar esse tipo de trabalho, desde que seja especializada; possua um corpo técnico competente; peças de reposição de boa qualidade e inscrição no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). Lembra, ainda, que em algumas municipalidades a legislação regulamenta o serviço em elevadores. Explica que, os contratos de manutenção de elevadores são apresentados sob forma de prestação de serviços, em duas modalidades. Uma delas é a chamada ''Manutenção Integral'', pelo fato de todas as peças estarem incluídas, na eventualidade de troca ou reparos, entre eles os cabos de tração, caso sejam diagnosticados desgastes ordinários. Esse tipo de manutenção é denominada ''integral'' porque no valor da mensalidade são embutidos os valores das peças a serem trocadas. Todavia, alguns materiais elétricos não estão incluídos, observa o engenheiro.
Sem peças incluídas
Píndaro Couto esclarece sobre o contrato de manutenção simples, que nada mais é do que uma prestação de serviços. Nesse tipo de contrato é estipulado que, quaisquer peças a serem substituídas serão cobradas à parte. A empresa responsável por essa manutenção ou prestação de serviços, cobra uma mensalidade do condomínio. De acordo com o engenheiro, ambos os contratos de manutenção dizem respeito a manutenção preventiva, corretiva, chamadas de emergência, etc., bem como o atendimento aos serviços fora do horário normal. Como por exemplo: pessoas presas na cabina do elevador, acidentes e outros.
Tecnologia avança
Houve um tempo em que os elevadores dispunham de pouca tecnologia eletrônica. Segundo Píndaro Couto isso aconteceu até a década de 80, época em que esses equipamentos destinados a prédios residenciais, eram portadores de comando eletrotécnico, possuindo muitos relés e acionados por máquinas de tração com motores de corrente alternada de uma ou duas velocidades. Na década de 90, surgiram as chamadas variação de voltagem e de frequência (VVVF) para motores de elevadores de uma ou duas velocidades. Essa tecnologia é empregada em quase todos os elevadores com motores de corrente alternada, exigindo poucas adaptações, além de reduzir o consumo de energia e maior durabilidade aos componentes do elevador.
Atualizar o elevador
Para o engenheiro, Píndaro Couto, os elevadores devem sempre ser atualizados tecnologicamente. Lembra aos síndicos prediais que, deixar o elevador ficar obsoleto e, portanto, de difícil manutenção, não é boa coisa. Isso pode acarretar a troca completa do equipamento, resultando em custo elevado para o condomínio. Quanto a parte estética do elevador, ele diz que é questão fácil de se resolver. Na troca de pisos vinílicos por outros mais pesados, como granitos, deverão ser observadas algumas condições técnicas, a exemplo de contrabalanço, redução da capacidade da cabina em seu peso. Já a instalação de espelhos, revestimentos de cabinas, instalação de painéis eletrônicos, apresentam baixos custos e só contribuem para valorizar o elevador, revertendo na valorização do próprio imóvel, diz o engenheiro. Oportunamente, o Conselho Técnico de Síndicos da Delegacia Regional do SECOVI-PR vai divulgar dicas de como cuidar bem do elevador.

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