Investimentos em hotéis, para investidores cotistas, não são recomendados para todos os interessados. O investidor deve ter um perfil mais arrojado, que suporta correr mais riscos. Para quem tem um perfil mais conservador, o indicado são os imóveis tradicionais. Isso ocorre porque os hotéis não oferecem garantia de renda fixa e o porcentual de retorno pode variar a cada mês. ''O investimento pode até valer a pena, mas o mercado é semelhante ao de ações'', explica o economista Ismael Mologni.
Já o economista Renato Pianowski de Moraes lembra que há carência de hotéis instalados na cidade, principalmente, durante a realização de eventos considerados de grande porte, como a Exposição Agropecuária e Industrial, e outras do segmento moveleiro realizadas em Arapongas. ''Vejo esse investimento com simpatia, mas não é para qualquer pessoa. Se a pessoa tiver mais dinheiro, a rentabilidade vai aparecer no rendimento das cotas'', avalia.
Segundo o imobiliarista Raul Fulgêncio, o investimento em hotéis é um produto diferenciado. ''No caso do Blue Tree a proposta é investir em eventos, o que garante um bom retorno. E é isso que vá fazer com que o negócio dê certo'', comenta. Ele diz que a compra é viável para investidores com mais dinheiro disponível, até para diversificar investimentos. ''A lucratividade das cotas é livre de Imposto de Renda. Acredito que os investidores podem ter surpresas agradáveis, mas sempre tem um risco'', informa.
O risco de investimentos em hotéis é que o rendimento é pago a partir do lucro do empreendimento. Portanto, o hotel tem que garantir uma boa ocupação mensal para trazer retorno. No caso do Blue Tree, a renda gerada com o centro de convenções e com a ala gastronômica também será dividida com o pool de investidores. (F.M.)

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