Opção de plantas livres
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de julho de 1997
Ligia Barroso Especial para Folha Imobiliária 
A parceria entre empresas do setor da construção civil, na região Norte do Estado, vem possibilitando o incremento tecnológico para a aplicação do conceito plantas livres em projetos arquitetônicos das edificações comerciais e residenciais. Inicialmente formado pela Estrutural, Incolaje, Puma e Resinor, o pool de empresas do setor, conta agora também com os serviços parceiros da BGG/Lafarge/Gypsum e da Construtora Meta (para projetos arquitetônicos), na implantação do conceito para a construção de edifícios altos.
O sistema, que possibilita adotar diferentes divisões internas das originalmente propostas em plantas dos imóveis, torna-se viável a partir das soluções apresentadas inicialmente em seus projetos estruturais. Esta possibilidade existe desde que a estrutura da obra não impeça também as futuras mudanças que serão realizadas no layout interno, explica o engenheiro Vitor Pereira. Ele continua dizendo que para isso, é fundamental a eliminação das tradicionais vigas e o aumento dos vãos entre os pilares. E só o uso da tecnologia, através de projetos estruturais e posterior utilização de materiais e serviços fornecidos adequadamente, viabiliza também a redução de custos na execução da estrutura, já que é possível eliminar ainda grande parte dos serviços de carpintaria.
Capacitação A Estrutural, que desenvolve os projetos estruturais das obras, propõe como alternativa o uso de lajes nervuradas com blocos de EPS (isopor) armadas em duas direções. Há um ano, junto com a Puma (fabricante de armaduras treliçadas) e a Resinor (fabricante dos blocos de EPS), a Incolaje também trouxe para o mercado londrinense os produtos e materiais necessários à execução destes projetos.
Fundamentando o sistema de plantas livres, o pool agregou também os produtos Lafarge/Gypsum: paredes tipo dry-wall. As divisórias, constituídas de placas de gesso acartonado e estruturadas com perfis metálicos, dão força ao sistema pois permitem uma redução das cargas de fundação, racionalização da obra e liberdade de mudanças, mesmo após a entrega da unidade habitacional.


