Pode estar chegando tarde a (ainda lenta) retomada do setor de incorporação da construção civil londrinense para novas unidades habitacionais. O que o setor produtor previa, começa a acontecer. Entre os mais de 1.500 imóveis destinados à locação na cidade, estão disponíveis para oferta atual, número bastante inferior ao necessário para atender a demanda constante. Em julho eram apenas 130 unidades residenciais, incluindo-se desde quitinetes, apartamentos de um a quatro dormitórios a casas de alvenaria ou de madeira com as mesmas opções em quartos.
Os dados foram revelados na última pesquisa realizada pela Delegacia Regional do Secovi em Londrina, e divulgados com exclusividade para a Folha Imobiliária. ‘‘O estoque para novas locações está se esgotando’’, diz o presidente do Comitê de Avaliação de Imóveis do Sindicato da Habitação, José Carlos Delalibera.
A principal causa, segundo o imobiliarista que há 25 anos administra carteira neste segmento em Londrina, é a baixa produção de novas unidades pelas construtoras da cidade. ‘‘Sem financiamento adequado nestes últimos anos para produzir mais, constróem menos. Como têm que se auto-financiar, tiveram que reduzir o número de lançamentos e, em consequência disso, e do tempo que demanda a construção de um edifício, o mercado fica escasso tanto para quem busca comprar um imóvel para morar, como para quem quer investir no mercado imobiliário’’.
Mas, se de um lado está a reduzida oferta para locatários, do outro está a boa oportunidade para o locador. A mesma pesquisa aponta que o índice de negócios realizados está em 43%. ‘‘E isso é bom, significa giro rápido. Ou seja, quem tem imóvel em boas condições de uso não fica com ele parado. Loca rápido’’. Delalibera enfatiza ainda que este índice releva também outro importante dado. ‘‘Em decorrência da própria exigência do consumidor, os proprietários de imóveis destinados à locação também estão ofertando melhor produto: em condições de uso e preço compatível com o mercado’’.
Entre as ofertas, o maior número de unidades se concentram em apartamentos e casas de alvenaria com dois e três dormitórios, com preços que variam de R$ 200 a R$ 350. Faixa de valores que também correspondem ao maior número de unidades negociadas pelas administradoras.
‘‘Mas é importante lembrar da escassez que também existe para a faixa alto padrão’’. José Carlos Delalibera diz que é grande a falta, por exemplo, de residências e apartamentos para consumidores de imóveis que podem pagar aluguel na faixa, ou acima, de R$ 700,00. ‘‘Imóveis com duas ou três suítes, localizados em bairros mais nobres, dificilmente estão disponíveis para locação; mas existe a demanda’’.
E conclui: ‘‘De modo geral, as perspectivas para o investidor deste segmento de mercado são boas; em razão da velocidade em se realizar negócios e porque as ofertas são poucas, oferecendo assim maiores chances de rentabilidade ao proprietário locador’’.

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