Oferta e procura definem valor de aluguel
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de abril de 2005
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
Oficialmente o valor do aluguel, devidamente registrado no contrato de locação, pode ser reajustado pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que atualmente está medido em 11% ao ano. Na prática, proprietários e imobiliaristas têm optado por outras duas alternativas, segundo informou Rosalmir Moreira, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis de Londrina (Secovi).
A primeira é realizar o reajuste contratual através do Índice de Preço ao Consumidor (IPC), registrado em aproximadamente 7,30% anual. A segunda, e mais utilizada, está sendo mesmo negociar o valor do aluguel direto com o inquilino. Com isso, geralmente quem sai ganhando é o locatário, que na maioria das vezes consegue manter o preço do aluguel.
''Não existe uma média no valor de reajuste porque cada caso é avaliado individualmente. Mas em muitos o preço da locação está sendo mantido para a renovação do contrato'', apontou Moreira. Conforme esclareceu, isso acontece por conta da lei da oferta e procura. Para não ficar com o imóvel fechado, os proprietários preferem negociar o valor. ''Existem muitos imóveis para serem alugados e se o consumidor não consegue um preço bom com algum proprietário acaba negociando com outro'', comentou.
Em outros casos, o impasse do dono do imóvel em reajustar o valor do aluguel pelos índices oficiais está no fato de o preço pode acabar ultrapassando o valor de mercado. Alguns períodos do ano, segundo disse Moreira, são mais fáceis dos proprietários conseguirem o reajuste ideal para a casa ou o apartamento. ''Desde novembro do ano passado até março os negócios foram feitos com valores de mercado porque a procura por imóveis era grande por conta do vestibular'', avaliou o presidente do Secovi.
A partir deste mês até junho a procura por imóveis diminui um pouco e, na hora de fechar o negócio, acaba ganhando o consumidor que pesquisar melhor ou ''chorar'' mais para o proprietário. ''Período de vestibular, de matrículas nas universidades, de mudança de ano letivo, reflete diretamente no segmento imobiliário'', afirmou Moreira, que acrescentou que o próximo boom de locação imobiliária deve acontecer nos meses de julho e agosto.


