Obras podem utilizar tecnologia inédita
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de dezembro de 1996
Ligia Barroso 
Duas propostas de projetos podem marcar, definitivamente, a cidade de Londrina como expoente tecnológico, na utilização do sistema construtivo com tensoestrutura, ainda inédito no Brasil, para coberturas de grandes vãos livres: para o Centro de Eventos e na readequação e cobertura da piscina olímpica da Universidade.
Por solicitação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) e da Associação Comercial e Industrial, no início do ano, a Estrutural Projetos e Consultoria, em parceria com a Architectural Projetos Arquitetônicos, traçou as linhas para a construção de um Centro de Eventos, utilizando como tecnologia o sistema em tensoestrutura. Segundo o engenheiro Vitor Faustino Pereira, o objetivo desta proposta é o de caracterizar, esta construção como um marco tanto arquitetônico quanto tecnológico, pois seria a primeira a usar este sistema de cobertura.
Em uma área de 17 mil m2, o engenheiro e as arquitetas Célis Simão e Márcia Regina Ivale de Oliveira projetaram quatro vãos livres de 60 metros cada, com cobertura em cabos de aço, telhas metálicas e também a membrana, como detalhe arquitetônico de fachada. A segunda alternativa apresenta um único vão, de 70 metros, no sentido transversal da obra, usando apenas os cabos e a cobertura em telhas.
Assessorado desde o início para as pesquisas, pelo arquiteto italiano Mássimo o engenheiro e diretor da Estrutural, comenta que durante esta última visita ao profissional, quando então apresentou todos os detalhes deste projeto, pôde reforçar a convicção da viabilidade deste sistema estrutural para edificações neste segmento de mercado. Os idealizadores comentam ainda que esta seria a grande oportunidade de trazer para a cidade mais um diferencial de tecnologia, como o marco de vanguarda, nos anos 70, ocorrido com a construção do Moringão: Na época, como não havia no Brasil computador capaz de realizar o cálculo para a estrutura, o projeto foi encaminhado e assessorado por equipes do Canadá. Ainda hoje, o Moringão é visto, por alunos de engenharia e arquitetura, como um exemplo de edificação, diz o engenheiro.
A segundo obra, projetada pela mesma equipe, só que de menor porte, está bem mais próxima de se concretiza. Os estudos para a readequação e cobertura da piscina olímpica da UEL já foram aprovados como proposta, e agora, estão sendo encaminhados junto ao projeto de solicitação de recursos, para o Ministério da Educação.
Além da novidade, em termos estruturais e arquitetônicos, a construção possibilitará à Universidade, buscar o enquadramento, no trabalho desenvolvido pelo Ministério dos Esportes, centrado na criação de núcleos que incentivem a prática ao esporte, denominados Cidade da Natação.(L.B.)


