Praticamente todo comercializado e com entrega prevista para novembro, o Edifício Obra Prima (obra do Projeto Piloto, que reúne investimentos de 27 construtoras associadas ao Sinduscon Paraná) está aberto à visitação pública. Localizado no bairro Cabral, esquina das ruas Chichorro Júnior e Belém, em Curitiba, o edifício ressalta o arrojo tecnológico com o que há de mais seguro e eficiente na construção civil. E expõe também as características diferenciadas tanto no processo construtivo como no produto final de qualidade, privilegiando o conforto do futuro morador.
Dois apartamentos, no segundo pavimento da obra, estão abertos para exposição. Um deles totalmente mobiliado e decorado, e o outro, um protótipo tecnológico, com as principais inovações construtivas do edifício, muitas ainda inéditas no País e obtidas a partir de dezenas de pesquisas promovidas por instituições do Brasil e da Alemanha.
Entre os destaques: o conforto acústico e térmico (garantindo a eliminação de ruídos incômodos, externos ou internos, e temperatura estável no interior do apartamento em qualquer estação); soluções integradas ao dry wall (gesso acartonado), como o PEX; sistema de tubos flexíveis para instalações hidráulicas; totalmente face norte; calefação individual; e esquadrias de PVC com vidro duplo.
Com projeto arquitetônico assinado por cinco dos maiores escritórios de Curitiba, o Obra Prima tem 15 pavimentos com 26 unidades tipo de 163 m2 (três dormitórios com uma suíte e churrasqueira individual a gás) e dois apartamentos duplex de 246 m2. Edificado em uma área total de 4.858 m2, o empreendimento garantido por 27 construtoras e financiamento junto ao HSBC tem ainda pavimento com salão de festas, playground e churrasqueiras coletivas.
Apoiadas pelo peso institucional do Sinduscon/PR – que firmou em 1996 acordo de cooperação técnica com a Alemanha (Citpar e Sidee-GTZ), e outras entidades como Sebrae, Senai e universidades – as construtoras que investiram no planejamento e execução do Projeto Piloto estiveram envolvidas, ao longo deste tempo, em mais de 100 pesquisas sobre diferentes tipo de material e sistemas construtivos, numa nova visão de gerenciamento para reduzir custos, acelerar a produção e agregar qualidade à obra.
Com o preço das unidades de acordo com a média estabelecida pelo mercado paranaense, segundo o engenheiro Euclésio Manoel Finatti, o Edifício Obra Prima introduz também um novo conceito de gerenciamento de obras e coloca em prática as novas tecnologias de produção e relações de trabalho que deverão predominar no mercado construtor no futuro próximo. ‘‘Trata-se de uma verdadeira revolução que transforma o canteiro de obra, antes uma união de partes artesanais, numa atividade de características efetivamente industriais’’, ressalta o coordenador do Projeto Piloto.
E mais: ‘‘os ganhos foram significativos em produtividade, redução de desperdício de material e horas trabalhadas, e aumento na velocidade na execução da obra’’, comenta o gerente do empreendimento, engenheiro Sérgio Auríquio Newton. Segundo ele, houve ainda redução de 25% no prazo de execução – ‘‘prazo normal para um edifício deste porte seria de 24 meses, mas estamos concluindo em 18 meses, com o mesmo número de funcionários’’.
O aumento na produtividade também pode ser medido se comparado com a média brasileira, de 30 homens-hora por metro quadrado construído. ‘‘No Projeto Piloto, a média foi de 23 homens-hora, com produtividade 25% maior, e consequente redução nos custos e prazos da obra’’. O resultado, com todas as dificuldades inerentes a um projeto pioneiro, faz antever números ainda mais satisfatórios para futuros empreendimentos.
‘‘Com a experiência adquirida, certamente deveremos melhorar ainda mais a produtividade do setor’’, diz Sérgio Newton. Todos os dados técnicos do Projeto Piloto serão reunidos num manual que estará à disposição dos construtores e profissionais, dentro da visão de associativismo que norteia as empresas participantes.
O total de recursos aplicados no empreendimento é de R$ 2,2 milhões. O banco HSBC está financiando R$ 1,2 milhão, enquanto o restante é incorporado com os recursos próprios dos construtores. O investimento na fase de pesquisas foi de R$ 500 mil.

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