O quarto vira local de estudo
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sábado, 16 de fevereiro de 2002
Chiara Papali Reportagem Local 
Estudar, ao lado de brincar, faz parte da rotina de crianças e adolescentes, mas envolve disciplina e comprometimento. A atividade, no entanto, pode e deve ser prazerosa. Um local confortável e adequado para fazer as tarefas escolares e usar o computador pode ser o começo para fazer da obrigação uma atividade mais divertida.
Ao decorar o quarto da criança ou mesmo de um bebê é necessário prever que a criança vai crescer e que vai necessitar de um local para estudo. O mobiliário precisar acompanhar essa mobilidade da criança, as mudanças acontecem muito rápido, explica o arquiteto de Londrina Wagner Donadio.
Não é o caso, no entanto, de se trocar os móveis do quarto a cada dois anos, mas ter em mente sua multifuncionalidade. O espaço ocupado pelo berço, por exemplo, poderá ser usado, quando a criança crescer, por uma escrivaninha ou bancada. A estante, que abriga bichos de pelúcia e brinquedos, pode ser futuramente a bancada onde será instalado o computador. Como as crianças usam o computador cada vez mais cedo, ao fazer o quarto os pais devem se preocupar já com tomadas e instalações elétricas, recomenda Donadio.
As cores bebês e acessórios podem ser reprogramados e ganhar outra cara com pinturas, troca de puxadores e uso de móveis neutros. O arquiteto acredita que o próprio quarto da criança é o melhor ambiente para instalar o local de estudo. Se dá para colocar no próprio quarto é melhor, pois é onde a criança tem mais liberdade, pode levar os amigos. É o único lugar que ela sente que é dela, o resto da casa é da família, ressalta.
A iluminação deve ser preferencialmente natural. Donadio explica que a criança ao sentar-se à mesa, escrivaninha ou bancada não deve ficar de costas para a janela, para não ter sombra na área de trabalho ou reflexo no computador. O melhor é ficar ao lado da janela, com a mesa perpendicular a essa parede, explica.
O tamanho dos móveis e sua altura deve ser normal, como se fosse para um adulto. É inviável financeiramente trocar a mesa cada vez que a criança cresce. A diferença na altura deve ser compensada com uma cadeira ergonômica, com altura e encosto reguláveis, ensina.
Serviço: Wagner Donadio (arquiteto) fone (43) 9102-7430


