O excesso de zelo dos expositores para evitar a espionagem industrial durante o 3º Salão do Móvel Brasil, em Gramado (RS) chegou a atrapalhar o trabalho da imprensa. Houve expositores que fizeram questão de destacar que as peças eram patenteadas, outros não permitiram fotos e teve até mesmo quem destratou repórteres.
O diretor do Sierra Park Centro de Feiras e Eventos, Telmo de Freitas Gomes, durante uma entrevista coletiva, justificou dizendo que o ‘‘empresário tem tanto medo da cópia porque também copia’’. No Brasil, segundo ele, não há proteção legal contra a espionagem. A justiça, segundo Gomes, é lenta na resolução dos processos. ‘‘Quando há solução muitas vezes o móvel já saiu de linha’’, destacou.
Outro motivo para a preocupação com a cópia, de acordo com Gomes, é a melhora ocorrida no design do mobiliário nacional. A concepção e o padrão de acabamento dos móveis brasileiros, para ele, ainda estão longe dos resultados obtidos nos países desenvolvidos mas já é possível perceber avanços.

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