O impacto financeiro e o conceito no Brasil
Um edifício totalmente sustentável precisa armazenar água, ter conversores de energia e reciclar o lixo produzido por seus moradores. Ou seja, edifícios que sejam exemplos de aproveitamento de recursos naturais.
O impacto financeiro dessas soluções é menor do que se pensa argumentam os arquitetos defensores da estética do verde e adeptos da energia eficiente. Segundo o presidente da Pelli & Associados (Nova York), a construção de um prédio com todos esses cuidados é mais cara que o convencional, mas a economia de energia, redução do consumo de água, os benefícios à saúde, os reflexos para o marketing e a comercialização compensam o investimento.
Dados da SI2 (Soluções Integradas Inteligentes, de São Paulo), mostram que os custos de automação representam um acréscimo de 2% a 5% no valor da obra, mas o investimento é recuperado num prazo entre dois e quatro anos e os resultados são expressivos: uma redução média de 25% no consumo de energia, de 30% nos custos operacionais e de 40% nos de manutenção.
No Brasil, os projetos que utilizam uma ou mais dessas técnicas ainda são poucos mas começam a aparecer, tanto nas capitais como em cidades de referência no interior do país. O complexo comercial EuroCenter, que está sendo edificado pela Construtora Montosa, na Avenida Higienópolis, em Londrina, é um deles. Mas existem prédios que têm mais de 10 anos e ainda servem de exemplo: a sede do Citybank, na Avenida Paulista, em São Paulo, foi construída na década de 80 com soluções que permanecem atuais, como vidros com películas que reduzem o calor e controle remoto de iluminação e ar-condicionado.





