Realizado na quinta e sexta-feira em Londrina, o 1º Encontro Nacional de Institutos e Secretarias de Planejamento Urbano discutiu com técnicos em planejamento urbano e representantes de entidades ligadas ao setor construtor e mercado imobiliário, quais os limites, possibilidades, recursos, investimentos necessários e até mesmo quais as atitudes inovadoras para a adoção de uma política urbana voltada para o desenvolvimento, como exige o Estatuto da Cidade, em vigor desde o último dia 10 em todo o País.
''O Estatuto, aprovado após mais de uma década de discussões e tramitação no Congresso, inova ao dotar a legislação brasileira de importantes instrumentos urbanísticos, jurídicos e tributários, capazes de qualificar o Poder Público Municipal no desafio de ordenar o desenvolvimento de nossas cidades, a maioria delas com problemas decorrentes, em parte, de um processo de urbanização acelerado e desigual'', argumenta o engenheiro Clóvis Coelho, presidente do Sinduscon Norte, uma das entidades promotoras do encontro técnico.
Segundo ele, o estatuto cria mecanismos que, ao mesmo tempo em que inibe ações conflitantes para o mercado como a especulação imobiliária - ''pura e simples'' - respalda e ampara uma série de outras medidas, que mesmo já previstas anteriormente em planos diretores, precisavam ser revistas porque ainda eram passíveis de questionamentos e até de mudanças em função das necessidades político partidárias.
''Particularmente acho que, já a curto prazo, a nova política para o desenvolvimento urbano é benéfica para a indústria da construção civil e o mercado imobiliário. Primeiro porque pretende acabar com os grandes espaços vazios em áreas centrais ou que mereçam urbanização. Isso poderá servir como alavanca para a construção de novos, e bem planejados empreendimentos. E o mais importante, creio, é que através de normativas como o 'impacto de vizinhança', em que a comunidade participa mais efetivamente das mudanças e projetos urbanísticos que podem ocorrer no seu bairro, estaremos todos promovendo a socialização e provendo melhores condições de habitabilidade, seja em áreas nobres, populares ou carentes''.
O primeiro encontro técnico nacional para a região Norte do Paraná foi promovido pelo Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), Cohab-LD, Secovi Paraná e Sinduscon Norte, com o apoio do Creci, Sincil, OAB, Clube de Engenharia, Crea e Caixa.

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