O futuro e o mercado da 'inteligência artificial'
Dados da Abrapi apontam futuro promissor para os setores de tecnologia de automação e telecomunicação, cujos investimentos devem representar algo em torno de R$ 1,4 bilhão em 2001 e R$ 2 bilhões para o próximo ano, sendo a infra-estrutura responsável por 10% deste valor. Esta última, aliás, é o ''segredo'' da conquista do equilíbrio da relação custo/benefício, levando em consideração as características e necessidades de edifícios comercias e residenciais, sejam eles de alto ou médio padrão.
Para se ter idéia de quanto o preço do imóvel é afetado em função do projeto de automação, a implantação de uma infra-estrutura de alta tecnologia representa em média 1,5% por metro quadrado em edificações residenciais, e 2,5% em edifícios comerciais.
''Eis a importância do planejamento: se optarmos por uma infra-estrutura única e aberta, teremos a possibilidade de escolha do melhor sistema, do melhor fabricante; poderemos implantar sistemas que acreditamos serem importantes e que estejam inseridos no planejamento econômico/financeiro definido no início da obra'', diz Kruger.
Assim sendo, a responsabilidade se volta para o empreendedor do edifício que, ao concebê-lo, deverá pensar quais são as necessidades atuais e futuras, levando-se em conta o tipo do empreendimento, localização e público-alvo, entre outros fatores. ''Você agrega valor ao tijolo'', considera o engenheiro. Ele cita que em alguns edifícios da Região Sul houve valorização patrimonial da ordem de 20% por metro quadrado.
''E tem mais. Com a utilização eficiente do sistema de iluminação, isolamento, condicionamento de ar e ventilação eficientes, é possível reduzir em até 40% o consumo de energia e aumentar a produtividade das empresas em até 16%. Além da redução das taxas de condomínio, prédios inteligentes proporcionam queda de 30% nos gastos de serviços de telefonia internet,'' completa.
A Abrapi estima que nos próximos anos os investimentos em alta tecnologia atinjam cifras de R$ 20 bilhões no Brasil, principalmente no segmento de edifícios comerciais. Com a construção de empreendimentos high-tech os edifícios mais antigos deverão passar pelo processo de retrofit, de maneira a modernizarem-se para competir com os novos prédios. ''Se isso não ocorrer, tais empreendimentos correm o risco de perder inquilinos e terem o metro quadrado desvalorizado'', sentencia Kruger.





