O conceito do futuro
Ancorada às margens do Tâmisa, a construção de um dos maiores projetos arquitetônicos unindo residência, comércio, serviços e lazer, também está sendo apresentado aos londrinos como símbolo das incorporações edificadas sob o conceito de construções do futuro.
Localizado em Kennington, junto a uma das extremidades da Vauxhall Bridge, o St George Whart é um empreendimento de cinco torres iguais que utiliza todos os recursos tecnológicos dos novos sistemas construtivos adotados para, juntos, racionalizar custo de obra e oferecer conforto ambiental aos moradores e usuários: da edificação em alvenaria estrutural ao fechamento externo executado na composição de placas cimentícias e vidro (glazing), passando pelo gesso acartonado como paredes internas, sistemas economizadores de energia e água, isolantes térmicos em pisos.
No arrojado projeto do St George Whart, apartamentos de 1, 2 ou 3 dormitórios, e coberturas triplex com 600 metros quadrados. O custo da cobertura, para nossa realidade: R$ 14 milhões. ''A intenção destes empreendedores, assim como da maioria dos grandes incorporadores instalados em centros cosmopolitas mundiais, comenta Elizeu Gheller, é a integração das diferentes camadas sociais. Além disso, como o empreendimento também possui escritórios e espaço para pequenos comércios, dissemina-se a idéia de que, se a pessoa mora próximo (ou junto) do local de trabalho, não utiliza carro, ou outro meio de transporte, consequentemente reduz custos mensais e diminui a emissão de poluentes é a maior qualidade de vida aliada à preservação da natureza; ou a preservação da natureza pelo homem, em benefício da própria qualidade de vida do ser humano contemporâneo''.
O projeto da incorporadora St. George (que está com duas das torres praticamente prontas) foi realizado pela Battle McCarthy, uma empresa inglesa de consultoria em engenharia e arquitetura ambiental. Além da utilização de componentes pré-fabricados, que visam a redução de custo de obra e a conquista do ''zero defeito'', os projetos que permitem adequações futuras e flexibilidade no uso também promovem a qualidade da construção e o baixo consumo de energia são os edifícios com eficiência energética. (L.B.)





