O cliente, no canteiro da obra
Poder interagir com a construção do edifício. Esta é a última das novidades que a Plaenge está proporcionando a alguns de seus clientes, como mais uma das ações da construtora que nestes últimos anos desenvolve e aprimora práticas do marketing de relacionamento a longo prazo com o cliente para o pós-venda informar sobre cada etapa do andamento do projeto no qual ele investiu, foi uma delas.
Agora, há cerca de duas semanas, a estudante de arquitetura Silvana Luporini, que comprou um apartamento em um dos empreendimentos da construtora, foi convidada pela empresa para lançar o primeiro concreto das fundações do prédio o Edifício Miró, locaizado na Palhano, em Londrina.
Estou comprando um apartamento que é para o resto da vida. Lançar o primeiro concreto foi muito significativo para mim, disse ela, considerando que a idéia de levar o cliente para o canteiro de obra, mesmo que para uma pequena (e simbólica) participação na construção, permite um envolvimento muito maior com tudo o que implica a compra de um imóvel.
Para a maioria das pessoas, a compra de um imóvel representa a realização de um projeto de vida. O que estamos fazendo é permitir que alguns possam também interagir com a construção desse sonho, comenta Fernando Fabian, diretor da Plaenge Regional Londrina. Afinal, não é só chegar e morar. A experiência se torna muito mais intensa quando a gente pode participar, mesmo que assim (in)diretamente, completa Silvana, que, literalmente, aproveitou a oportunidade e colocou a mão na massa.
Cada vez mais perto, do cliente
Investir em programas e ações que diminuam a ansiedade de quem acaba de adquirir um imóvel. As inovações tecnológicas que, depois de marcar tendência (e presença) nos projetos arquitônicos, equipamentos e material, saem dos canteiros de obras com o objetivo de manter o cliente cada vez mais perto da empresa como um todo. São as iniciativas baseadas nas técnicas de CRM Customer Relashionship Manager, que ganham terreno também na indústria da construção civil.
A Tecnisa Engenharia (incorporadora paulista) acaba de anunciar que está desenvolvendo um programa para que o cliente que comprou um imóvel na planta, sinta-se cada vez mais em casa. Avaliamos que o período entre o fechamento do negócio e a entrega efetiva do imóvel gera muita ansiedade no investidor, pois ele se comprometeu com uma dívida imediata para um produto que só vai receber dois anos e meio, ou três, depois. Por isso criamos um cronograma de envio de mensagens, documentos e até objetos que simbolicamente reiterem nosso compromisso com a qualidade do projeto e com a pontualidade na entrega do imóvel, explica Romeo Deon Busarello, diretor de marketing da empresa.
Segundo o diretor da empresa fundada há 23 anos na capital paulista, e especializada na construção de imóveis residenciais (3,4 mil unidades, somando apartamentos, flats e escritórios), a Tecnisa está investindo também na difusão da informação do planejamento proposto: Permitindo não só que cada etapa da edificação aconteça na época e da maneira como foi pensada inicialmente, mas que os clientes tenham conhecimento disso para que sintam cada vez mais seguros em relação so seu investimento, completa.
As pequenas do setor, empregam mais
Uma pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo divulgada esta semana pela entidade revela que na segunda metade da década de 90, as micro e pequenas empresas passaram a empregar a maioria da mão-de-obra do setor da construção.
Comparando dados da Rais, o economista Alexandre Guazzelli constatou que, em 1995, as micro e pequenas construtoras tinham suas vagas ocupadas por 329 mil trabalhadores cerca de 30,8% do total de empregados da construção civil. Em 2000, o número mais que dobrou (685 mil), passando a equivaler a 56,68% dos trabalhadores do setor.
Existe uma tendência de as novas vagas da construção civil se concentrarem nas micro e pequenas empresas, observa Guazzelli. Na pesquisa foram considerados os dados apenas de trabalhadores com registro em carteira. Para caracterizar a pesquisa, foi utilizada a definição do Sebrae, que considera como microempresa aquela que emprega até 19 trabalhadores, e como pequena, a que possui entre 20 e 99 funcionários.
Material de construção, tema de congresso
A primeira edição do Congresso Brasileiro de Material de Construção, organizada pelo IPEDV Instituto de Pesquisas da Distribuição e Varejo e promovido pela Anamaco, acontece em 11 de junho, em São Paulo.
Realizado com a coordenação técnica da consultoria Gouvêa de Souza & MD, é dirigido a todos os segmentos da cadeia produtiva da indústria da construção civil: desde lojistas, atacadistas e distribuidores de material de construção, até a indústria, hipermercados, supermercados, lojas de bricolagem e prestadores de serviços. Também deverão participar do encontro executivos de vendas, marketing, compras e lojística.
O destaque do evento será a divulgação da pesquisa Análise Setorial, Investimentos, Ameaças e Oportunidades do Setor, realizada pela ACI Pesquisa e apresentada pelo consultor Marcos Gouvêa de Souza. O estudo pretende traçar um perfil do setor de material de construção abordando perspectivas, dificuldades, oportunidades de negócios, investimentos, treinamento e qualificação de mão-de-obra, entre outros temas.
Para a realização da pesquisa, a ACI entrevistou representantes de home centers e proprietários de grandes, médias e pequenas lojas espalhadas por todo País. O resultado do estudo será analisado por varejistas e representantes de algumas das maiores empresas do setor.
Além do estudo, também serão apresentadas análises de cases e o painel Novos Caminhos na Gestão de Lojas, enfocando as relações entre indústria e varejo. O Congresso terá apoio das Acomacs, Arecoms, do IBSTH Instituto Brasileiro de Serviços de Terceirização na Construção e na Habitação e do Sincomaco, entre outras empresas.
No site da Anamaco www.anamaco.com.br estão as informações, procedimentos e custos para inscrições.
Encontro marcado
PDE Londrina O lançamento da terceira edição do Programa de Desenvolvimento de Executivos será realizado em Londrina na próxima quarta-feira, 17 de abril, pelo ISE (Instituto Superior da Empresa), no Hotel Crystal Rua Quintino Bocaiúva, 15.
A apresentação e comando de seis workshops estará a cargo do engenheiro eletricista Carlos Alberto Racca, diretor do Departamento de Direção de Produção, Tecnologia e Operações em Programas Especiais de Aperfeiçoamento do IESE e IAE.
O agendamento para participar dos workshops, que têm duração de 1h30 e acontecem em diferentes horários (manhã e tarde), está sendo realizado através do telefone (43) 321 2526 e e-mail: [email protected]
Ligia Barroso





