As velas estão ganhando o mercado nacional e se tornando uma alegre ‘‘mania’’. Artesanais ou não, com suas cores, formas e criatividade na utilização de elementos (flores, folhas,especiarias, etc.), elas parecem ter conseguido ‘abrir’ o gosto do brasileiro para o seu charme. Convenceram que combinam também com o ‘‘nosso jeito’’ de viver e podem enfeitar o dia-a-dia o ano inteiro.
‘‘Elas dão um toque especial a qualquer lugar da casa ou do escritório’’, garante a empresária e professora de confecção de velas decorativas e aromáticas, Hitamara Prieto Furtunato. Recurso interessante, as velas decorativas não costumam interferir no ambiente, apenas ‘somam’ mais um detalhe de estilo.
As artesanais trabalhadas com elementos, desenhadas com cores; mosaicos ou outras técnicas diferenciadas, por exemplo, valem por si mesmas como uma obra de arte. O mesmo não acontece com as velas onde o diferencial é a cor ou o formato. ‘‘Os demais tipos de velas vêm para compor e precisam estar inseridos no contexto do ambiente’’, aconselha. Nestes casos, cor, tamanho e formato têm de harmonizar com o restante da decoração.
Isto não significa que não se pode ousar. Formada em química, ela explica que a parafina permite uma variedade ilimitada de cores e tons. ‘‘Este é um dos motivos que fazem da vela um objeto decorativo tão precioso’’, enfatiza.
A variedade de cores e a plasticidade do material garantem composições nos mais variados estilos e momentos, dos mais requintados aos mais alegres e informais. E a associação com os aromas fizeram a vela superar seu único limite. Antes, só eram acesas à noite ou em finais de tarde. Agora, as velas aromáticas podem ser utilizadas e acesas a qualquer momento do dia, perfumando a casa ou enfeitando uma mesa de um almoço mais especial – velas com aromas de frutas.
Hitamara Furtunato lembra que uma vela sozinha ‘‘não faz a decoração’’. Toda velas pede um apoio (castiçal) – por mais simples que seja – ou um acompanhamento. Opções não faltam. Os arranjos podem ser compostos com outras velas, usando cachepôs ou flores; etc.
Na opinião de Hitamara, toda beleza destas peças estará prejudicada se a pessoa não acender a vela e deixá-la apenas como enfeite. ‘‘Quando ela está acesa toda a beleza da parafina aparece; filtrando a luz e evidenciando as cores e desenhos’’, defende.
Se a vela for de qualidade vai queimar na área central, abrindo uma depressão uniforme e formando uma espécie de cachepô de parafina. Quanto mais profunda estiver a chama, mais bonito será o efeito da luminosidade. Se a decoração da vela for bem feita, ela vai permanecer intacta e o cachepô poderá ser usado novamente com uma vela de diâmetro pequeno.

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