O canteiro de obras do Alphaville
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de outubro de 2002
Da Redação 
Com a metade do volume da terraplenagem prevista para o empreendimento já concluída, delineando o contorno de ruas, praças e áreas de lazer previstas no projeto, a construção do Alphaville em Londrina também vem contribuindo para a mudança no cenário da região sul da cidade.
Além da adoção de várias novidades em sistemas construtivos, a agilidade das obras pode ser traduzida em números: nesta fase inicial são 150 trabalhadores, entre eles cinco engenheiros, e 52 máquinas envolvidos no trabalho de terraplenagem. Um estágio em que já é possível observar, por exemplo, o cuidado para evitar que a terra seja carregada pela chuva, com curvas de nível e bacias de contenção de sólidos espalhadas pela obra.
Ainda entre as novidades adotadas em projeto para o residencial londrinense estão as bocas-de-lobo com dimensões sem similares na região 50 centímetros de largura por 2 metros de comprimento e 1,30 metro de profundidade, garantindo a captação total da água. A Empresa Londrinense de Engenharia, que atua na obra, garante que esta é a primeira vez que se usa bocas-de-lobo com estas dimensões no Paraná.
Diferencial também no meio-fio: 60 centímetros de largura, sendo 15 cm de base de guia e 45 cm de sarjeta, o que proporciona maior capacidade de calha para conduzir as águas da chuva. Produzidos por uma máquina extrusora de concreto que os deixa no formato desejado, evita a utilização de moldes convencionais de madeira, ou as tradicionais guias pré-moldadas, minimizando o tempo de execução da obra.
A máquina é capaz de produzir, em atividade plena, cerca de 400 metros de meio-fio por dia. Tudo é feito com concreto de 21 mpa, mais resistente do que o normalmente empregado nas estruturas de edifícios (15 mpa). O benefício é resistência maior aos impactos e menor necessidade de manutenção futura.
As redes subterrâneas de energia elétrica, iluminação, e multi serviços do novo empreendimento são outra inovação. No residencial, todos os cabos de fornecimento de energia serão ligados às casas por meio de tubulações subterrâneas. Eles serão instalados numa vala técnica que também reunirá as instalações de água, esgoto, telefone, sistema de TV a cabo e ainda um duto que servirá para a transmissão de dados, com o sistema sob as calçadas.
Os 660 mil metros quadrados do AlphaVille Londrina serão cercados por aproximadamente dez mil m2 de muro de 3,40 metros de altura. Mais de 1.500 metros quadrados do muro já estão em execução pela construtora Construblok, de Cambé, e outras 200 estacas já foram implantadas. E, diferentemente dos muros convencionais, que acompanham a topografia do terreno, o do AlphaVille segue um padrão de escalonamento que confere um aspecto estético mais agradável.


