O bom design chega às lojas
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de janeiro de 2002
Angela Raizer Barbosa 
A Rua Belo Horizonte ganha outra parada obrigatória se não for entre os consumistas de plantão, pelo menos entre os aficionados pelo design. Trata-se de um novo point comercial, instalado em uma casa da década de 40, com três pavimentos distribuídos em quatro lojas irregulares, de alto padrão, que mostram como uma construção antiga pode se tornar um exemplo da boa utilização de espaços com traços contemporâneos.
Um verdadeiro desafio foi assinado pelos arquitetos Marcos Maia e Gilmar Mazari, que transformaram uma edificação sem atrativos em um empreendimento limpo e moderno, projetado para receber lojas com estilo de maison. O espírito rigoroso da arquitetura da dupla de profissionais corresponde às exigências de neutralidade para a apresentação dos produtos. Há pouco tempo, as lojas se resumiam à vitrine para mostrar os produtos; hoje, a loja toda tem que ser uma vitrine, argumentam.
E são as vitrines que dominam a fachada, uma delas aproveitando o pé direito de seis metros, numa rua em que convivem lado a lado áreas comerciais e residenciais. Tudo foi racionalmente elaborado para aproveitar a construção pré-existente, porém, seguindo a lógica da funcionalidade exigida pela nova proposta.
Há um denominador comum entre os trabalhos de Maia e Mazari, que há alguns anos imprimem um novo conceito a restaurantes, lojas, residências: o traço perfeito que conduz o olhar e impõe modernidade aos seus projetos, de linhas simples e proporções elegantes.


