Um decreto assinado em janeiro deste ano (e em vigor desde o mês passado) estabelece um novo desenho para o mapa de Londrina. A cidade passa a ser dividida em cinco grandes regiões (norte, sul, leste, oeste e centro) e 55 grandes bairros, que agrupam cerca de 400 pequenos loteamentos, jardins e vilas com características parecidas, comércio e serviços em comum.
A iniciativa faz parte do projeto de geoprocessamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Londrina-Ippul. O objetivo é centralizar todas as informações sobre os bairros em um único banco de dados, facilitando o trabalho de planejamento e identificação das necessidades de cada área. A nova divisão também passa a ser referência para o IBGE realizar o censo demográfico, possibilitando a inclusão dos dados levantados no cadastro do geoprocessamento.
O próximo passo do projeto – previsto para ser concluído em um ano – será o recolhimento de informações pertinentes aos bairros, incluindo características dos lotes, tipos de construção, quantidade de escolas, número de telefones e cadastro de clientes de água e luz. A coleta de dados será realizada com acompanhamento da Copel, Sanepar e Sercomtel, parceiras do Instituto.
De acordo com o presidente do Ippul, João Baptista Bortolotti, o geoprocessamento significa um grande avanço para o setor da construção civil e mercado imobiliário londrinense. ‘‘Quando os dados estiverem cadastrados, vai ser possível obter informações concentradas sobre determinada área, garantindo maior velocidade à realização de negócios. Através de uma simples consulta ao mapa, será possível saber das condições do bairro em que se localiza um terreno ou casa, incluindo desde a existência de esgoto até o oferecimento de serviços de saúde e educação’’, afirma. Um disquete com o mapa digital será vendido aos interessados, para pagar os custos de realização e atualização do trabalho.
A divisão não modifica a lei de zoneamento da cidade e os procedimentos para a formação de novos loteamentos. Os pequenos bairros continuam existindo, mas tendem a se extinguir conforme a população se acostume com o novo mapa. ‘‘A intenção é aprovar uma lei para oficializar a divisão, que incorporará toda legislação urbanística da cidade’’, completa Bortolotti.

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