Novo conceito de morar
Pensando na necessidade de moradia da população com renda familiar de até seis salários mínimos, e também de olho nas vantagens obtidas pelo mercado de locação, o governo federal criou, em maio deste ano, o Programa de Arrendamento Residencial - o PAR.
O programa, que está sendo executado pela Caixa nas regiões metropolitanas brasileiras através de Fundo Financeiro no valor total de R$ 3 bilhões, foi criado como forma de corrigir, em parte, os desequilíbrios gerados pela carência de novas unidades habitacionais para baixa renda, que acaba pagando mais pelo aluguel, em termos proporcionais, do que as de classe média.
Pesquisas realizadas em todo o país revelaram que o valor do aluguel nos grandes centros representa um percentual médio de 2% sobre o valor do imóvel para famílias que ganham até três salários, enquanto que a classe média paga de 0,6% a 0,8% sobre o valor das unidades.
A iniciativa pretende também substituir o conceito de casa própria pelo conceito de moradia. Ou seja, a família arrenda um imóvel novo, pagando prestações mensais mais baratas que a de um contrato de aluguel. O Fundo será o dono da casa ou apartamento. A propriedade somente será transferida ao locador depois do período determinado em contrato, que deve ser de no máximo 15 anos.
Numa simulação de arrendamento realizada pela CEF, um imóvel de R$ 15 mil, com taxa/arrendamento inicial mensal no valor de R$ 95,00 pode ser pago integralmente ao final de 15 anos, sem resíduo final – considerando o reajuste anual da taxa de arrendamento pela variação projetada do INPC.
Sem a flexibilidade dos contratos de locação, realizados entre administradoras imobiliárias e inquilinos, o imóvel arrendado pode ser retomado pela Caixa (gerenciadora do programa e do Fundo) se o morador parar de pagar a prestação por dois meses seguidos.

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