Novidades para morar bem e ajudar o meio ambiente
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A ameaça do aquecimento global à vida no Planeta altera gradativamente os processos industriais e políticas de desenvolvimento pelo mundo. A urgência na redução do gás carbônico eliminado na atmosfera está exigindo das nações rigidez no aproveitamento dos recursos naturais. A substituição dos combustíveis fósseis pelo biodiesel, por exemplo, será o maior passo da humanidade neste sentido.
Paralelamente às pesquisas, incentiva-se - ao máximo - a economia de água potável, energia elétrica, petróleo e derivados. A intenção é evitar o desperdício, aumentar a reciclagem de materiais e o uso de fontes alternativas de energia. ''As novas gerações poderão concretizar esses ideais porque vivem a preocupação com o crescimento sustentável e o meio ambiente'', disse a arquiteta Ana Virgínia Sampaio, doutora em conforto ambiental e professora da UEL. ''Em comparação aos mais velhos, eles são mais ativos. Nós ainda falamos muito e agimos pouco em relação ao problema'', completou André Sell, vice-presidente do Conselho de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) e especialista em arquitetura e interiores.
Quando o assunto é tecnologia voltada à preservação os europeus estão à frente. Mesmo assim, é possível encontrar no Brasil, país de Terceiro Mundo, produtos com esta finalidade. Um exemplo muito requisitado por decoradores são os móveis fabricados com madeira de demolição ou proveniente de reflorestamento. ''Neste caso, o maior valor não é aquele da etiqueta, mas o conceito que está embutido na peça'', afirmam os arquitetos.
No mercado de louças e metais, as novidades são cada vez maiores. Quem nunca 'apanhou' da torneira automática instalada no banheiro do restaurante ou consultório? E as lâmpadas foto-célula acionadas pelo calor dos corpos? Outro dia, fiquei surpresa ao conhecer o dispenser de papel-toalha que funciona por sensor. Há pouco tempo, uma indústria nacional lançou a descarga sanitária com volumes de água diferentes para líquidos e sólidos. ''É o mesmo princípio da descarga sem botão que funciona com o distanciamento do usuário'', conclui Ana Virgínia, que deparou-se com o equipamento na última viagem de férias.


