Novas regras para o consórcio imobiliário
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domingo, 04 de abril de 2010
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Os consorciados já contam com a possibilidade de utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ou amortizar contratos de consórcios imobiliários já contemplados e abater até 80% do valor corresponde à parcela mensal da casa própria adquirida em Londrina. O uso do benefício para o consórcio de imóveis foi ampliado no mês passado pela Caixa Econômica Federal.
Anteriormente, o FGTS podia ser utilizado apenas para a composição de lance e complemento da carta de crédito. Segundo dados do Conselho Curador do Fundo de Garantia, no ano passado, mais de 10 mil pessoas utilizaram o saldo do FGTS para essas duas modalidades. ''A ampliação concedida para utilização do FGTS une essas duas importantes ferramentas de formação de capital (o fundo e o consórcio), potencializando a construção de patrimônio pelo trabalhador'', avalia o diretor comercial do Consórcio União, José Roberto Luppi.
A administradora apenas aguarda liberação do Consórcio Curador do FGTS para iniciar as operações. ''Pelas informações que recebemos da gerência regional da Caixa em Curitiba, fomos a primeira administradora a requerer a matrícula para obtenção de autorização para operacionalização do FGTS'', diz Luppi.
Os interessados em utilizar o fundo de garantia no consórcio imobiliário deve procurar uma administradora. A nova regra se estende a consorciados que já adquiriram um imóvel com recursos da carta de crédito do consórcio e ainda têm parcelas a pagar. O consorciado também precisa ter três anos de trabalho sob o regime do FGTS e o valor de avaliação do imóvel não deve exceder o limite de R$ 500 mil (veja quadro).
Segundo o diretor comercial do Consórcio União, a empresa prevê um crescimento nas vendas de cotas de consórcio imobiliário entre 10% e 15% este ano, valor até duas vezes maior que o crescimento médio observado no País, de 5,5%. Ele observa que o consórcio de imóveis vem apresentando crescimento contínuo desde o seu lançamento, acompanhando o crescimento da economia, o aumento dos postos de trabalho e de pessoas com carteira assinada, o que levou as pessoas a considerarem o sistema de consórcio como uma forma de poupança. E a possibilidade de uso do fundo de garantia estaria contribuindo para esse aumento.
''Como o FGTS é uma poupança a longo prazo para o trabalhador, a possibilidade de usar o fundo no consórcio de imóveis faz com que o cliente aumente sua capacidade de poupança'', acrescenta Luppi. O diretor comercial considera ainda que, com as novas regras, o trabalhador tem a possibilidade de abreviar o pagamento de seu imóvel, através da liquidação, ou de planejar melhor a aquisição da casa própria.
A ampliação do uso do FGTS no consórcio de imóveis também traria mais dinamismo à economia, uma vez que permite ao trabalhador ter um excedente de renda que pode ser direcionado a outras cotas de consórcio ou mesmo ao consumo.
Números
De acordo com dados da assessoria econômica da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), no ano passado, mais de 65 mil consorciados contemplados nos grupos de imóveis do Sistema de Consórcios movimentaram o mercado imobiliário do país. Só em janeiro deste ano, 5,2 mil consorciados foram contemplados.
Em dezembro de 2009, o volume de participantes ativos passou dos 533 mil, número recorde desde o ano 2000. Em janeiro deste ano, o número total chegou a 535,2 mil consorciados. A comercialização de novas cotas fechou 2009 com um total de 206,1 mil comercializações. Em janeiro, mais 18,8 mil novas adesões complementaram a modalidade.


