Novas lojas justificam ampliação do Calçadão
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sábado, 03 de junho de 2006
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
O crescente fortalecimento comercial da Rua Maranhão, entre as Ruas Minas Gerais e Mato Grosso (centro de Londrina) anuncia o plano de revitalização do Calçadão e entornos que o município espera colocar em prática ainda este ano. A idéia de bloquear o acesso de carros com a cobertura do petit pavê neste quarteirão nasceu a partir da instalação do Shopping Royal Plaza, em novembro de 1999. ''Isso mostra que aquela área não estava morta, como muitos diziam'', disse Gilson Bergoc, diretor de planejamento urbano do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL).
Na opinião de Júnior Machado, gerente de locação da Raul Fulgêncio Negócios Imobiliários, as recentes inaugurações realizadas naquele quarteirão (Leve Megaloja, Americanas e, brevemente, Marisa) devem distribuir melhor o fluxo de consumidores da Avenida Paraná (Calçadão) e valorizar os imóveis vizinhos. ''Há pouco tempo, os melhores pontos de venda eram aqueles que rodeavam a esquina da Riachuelo. Hoje, isso mudou. O centro precisa aumentar para receber novos estabelecimentos comerciais que procuram clientela. Além de aumentarmos a arrecadação municipal, poderíamos gerar emprego e renda''.
Osmani Vianna, diretor comercial do Shopping Royal Plaza, concorda que a migração de consumidores pelo Calçadão começou com o funcionamento do próprio shopping, ''que, desde então, não parou de investir justamente por acreditar no potencial econômico do centro''. De acordo com ele, circulam pelo estabelecimento entre 16 e 18 mil pessoas/dia, sendo a maioria pedestres.
''Gostaríamos que a reforma na imagem dessa região ampliasse a área comercial e que o Royal Plaza ficasse, exatamente, no meio. Muitos empresários reclamam que a crise impede investimentos, mas é preciso lembrar que com pouco ou muito dinheiro as pessoas continuarão comprando e quanto maior o estímulo oferecido maior a chance de lucratividade do empreendedor'', disse.
Confiança - O investimento de empresários no quadrilátero formado pelas avenidas Higienópolis e Duque de Caxias com a avenida Leste/Oeste e rua Pará demonstra confiança no desenvolvimento dessa região. Segundo José Augusto Rapcham, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), o futuro Plano Diretor da cidade prevê mudanças com a ocupação no sentido Zona Leste, onde deverão ser construídos o Teatro Municipal e a Universidade Federal Tecnológica. ''Podemos citar alteração no tráfego, melhoria e expansão da infra-estrutura viária, saneamento básico, fornecimento de água, luz, zoneamento urbano, arborização entre outras'', completou Eliza Koyama, diretora de projetos do IPPUL.
Antenado na revitalização do quarteirão onde está o Shopping Royal e nas vantagens do comércio agregado ao centro de compras, o proprietário de uma loja de cosméticos inaugura amanhã uma megastore, no antigo estacionamento do prédio onde funcionava a Leve. Uma fonte ouvida pela Folha, que pediu para não ser identificada, disse que a transferência para o outro lado da rua deve-se à necessidade de mais espaço para atender os clientes. ''Cresceremos quase o dobro para oferecer mais produtos e comodidade aos consumidores. Um centro de beleza, com capacidade para 100 pessoas, fará parte da loja que contratou mais 15 funcionários. Estamos certos na compensação do investimento'', resumiu.
A reportagem da Folha procurou a assessoria da Marisa, que ocupará o espaço deixado pela Leve, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.


