A discussão sobre a nova planta do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Londrina continua assombrando proprietários de terrenos e imóveis de diversas áreas da cidade, principalmente nas regiões que mais valorizaram nos últimos dez anos. A Prefeitura marcou para amanhã uma audiência pública na Câmara de Vereadores, para discutir o tema com entidades de classe e a sociedade. Enquanto isso, tanto o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon) quanto o Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi) defendem que a discussão deve ser feita o quanto antes, mas respeitando o bolso do contribuinte.

Para o presidente do Secovi, Rosalmir Moreira, a planta do IPTU deve ser revista, mas os munícipes não podem arcar de uma vez só com 15 anos de defasagem do imposto. "Existem muitos terrenos de herança, usufruto, que não estão sendo negociados atualmente e mesmo assim sofrerão um impacto grande no valor do imposto. Não é justo que o contribuinte arque com uma taxa muito diferente da atual só porque as administrações anteriores não fizeram a correção com o passar dos anos. Então isso deve ser discutido com cuidado".

A Prefeitura considera hoje um redutor no valor de R$ 8 mil para todos os imóveis na hora de calcular o IPTU, e esse valor deve ser corrigido para R$ 15 mil. "Em um imóvel de R$ 150 mil isso representaria uma redução de 10% no valor do IPTU, mas e em imóveis mais caros, de R$ 3 milhões? Significa 0,5%. É muito pouco. Queremos que esse redutor, no caso do cálculo do IPTU, seja proporcional de alguma forma, para que todos sejam contemplados", alega.

Em relação à valorização imobiliária sofrida nos últimos anos em algumas regiões de Londrina, os preços continuam estáveis, segundo o vice-presidente do Sinduscon, Gerson Guariente. "Aconteceu uma leve redução na velocidade com que os negócios são fechados. Mas a procura e a oferta existem, e os preços continuaram estáveis. Isso significa que eles estão proporcionais com o mercado, não estão supervalorizados como pensava-se", informa. Ele também acredita que a planta do IPTU deve ser revista e atualizada. "Um imóvel ou terreno que há dez anos estava no meio do nada, hoje possui ligação asfáltica, água, esgoto, luz. O acesso melhorou, e o IPTU paga esses benefícios e a valorização que os equipamentos públicos trouxeram ao terreno."

Apesar de muitos pensarem que a nova planta de IPTU vai impactar mais nos bairros da região Sul, principalmente Gleba Palhano, na avaliação do vice-presidente do Sinduscon, esses valores já estão atualizados. "Lá a maioria dos imóveis são novos, e quando foram comprados o IPTU já foi atualizado. "Defendemos que é necessário ser feita uma justiça tributária, mas como fazer deve ser discutido com toda a sociedade". Segundo Guariente, algumas áreas na região Norte sofreram grande valorização, ainda maior do que na região Sul, e também estão com o IPTU defasados.

A Secretaria de Fazenda informou que prefere esperar o resultado da audiência pública para comentar o assunto.

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