A 7 Mostra de Decoração e Interiores de Londrina (MD&I) estará aberta ao público a partir da próxima terça-feira, dia 03 de setembro, com a expectativa de atrair 20 mil visitantes durante os 20 dias de funcionamento.
Este ano, Londrina sedia a maior edição do evento já realizada na cidade, com 49 ambientes e a participação de 66 profissionais da cidade e região. Além de arquitetos, decoradores e paisagistas que se envolvem com a realização do evento, a MD&I emprega, diretamente, mais de mil pessoas, entre equipes de montagem, organização, divulgação e execução do evento, cujo investimento é de mais de R$ 1 milhão.
Na iminência da inauguração, a casa que vai sediar a MD&I está em produtiva efervescência. Pedreiros, pintores, colocadores de piso, encanadores, arquitetos, paisagistas, jardineiros sobem, descem, correm pela residência, procurando deixar tudo perfeito para a próxima terça-feira, quando o evento abre as portas para um público convidado. A partir de quarta-feira, abre para visitação.
Esse movimento coletivo de criação, no entanto, tem início muito antes. Tal qual o desfile de carnaval, tão logo termina uma exposição, começa a se planejar a próxima. Às vezes, até antes. Como conta Jane Moro, a casa da 8 MD&I já está escolhida, mas, por enquanto, o novo endereço é ''segredo de Estado''. O que ela adianta é que uma residência, para ser selecionada, precisa ter uma arquitetura diferenciada, boa localização e oferecer amplos espaços, possibilitando muita liberdade para as incursões criativas dos decoradores.
A partir de novembro, logo após a exposição, começam a ser selecionados e solicitados os materiais que serão utilizados na mostra seguinte. É hora, igualmente, de convidar os profissionais que irão participar, com base em sua experiência e renome no mercado. ''Também abrimos espaço para novos talentos'', comenta Jane Moro, ''entre os formados há mais de três anos e que já possuam experiência na área''.
Casa escolhida, ambientes definidos, as idéias começam a se definir e a tomar corpo. ''Os profissionais convidados têm total liberdade para criar'', afiança Jane, ''com base em critérios pessoais, comerciais, de moda, de ousadia, entre outros''. Para participar, pagam uma taxa de adesão ao evento, destinada a cobrir os custos básicos da reforma necessária à preparação da casa e, em relação aos ambientes, pelos quais são responsáveis, iniciam o processo de seleção de materiais com os patrocinadores oficiais do evento e com lojistas e prestadores de serviços de sua rede usual de fornecedores.
Dessa forma dinâmica, uma nova exposição vai nascendo e gerando trabalho. ''Asseguramos cerca de 500 empregos diretos nos dois meses que antecedem o evento'', contabiliza Jane. Entra aí a garantia de serviço para pedreiros, vidraceiros, encanadores, pintores etc., mão-de-obra fundamental para a estruturação dos ambientes, bem como para o seu acabamento. Logo a seguir, outros 200 empregos temporários são gerados, com a contratação de prestadores de serviços especializados, como fotografia, assessoria de imprensa, organização de eventos, buffet etc., e com a formação de uma equipe de apoio, integrada por recepcionistas, atendentes, auxiliares de limpeza, entre outros.
E todos ganham com essa intensa movimentação. A casa utilizada para a mostra, por exemplo, é emprestada, em troca de algumas benfeitorias, que podem somar, ao final das reformas, ''um valor próximo do meio milhão de reais'', de acordo com Jane.
Chega o grande dia, a exposição é aberta e desses tumultuados bastidores não resta lembrança. Parece até que tudo nasceu pronto. O visitante pode, então, usufruir do prazer de conhecer e apreciar as mais modernas tendências da decoração de interiores e do paisagismo, e, caso se interesse, adquirir alguma coisa do que viu exposto, tanto no decorrer da mostra, quanto depois, no bazar da MD&I, que ocorre no dia posterior ao do encerramento oficial, pelo valor de custo ou com descontos muito atraentes.

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