Nem todos os vasos aceitam flores
Célia Baroni
De Londrina
Vasos de cristal, transparentes e puros, lapidados com requinte privilegiando desenhos rebuscados ou lisos. Esses vasos sempre foram, e de certa forma continuam até hoje, os mais procurados como presentes de casamento e para enfeitar a casa. Clássicos, combinam com qualquer ambiente e são perfeitos para acolher flores dos mais diferentes tipos e cores. Mas, apesar de toda sua beleza, até pouco tempo, só eram retirados dos armários e cristaleiras quando havia flores na casa.
Hoje, o vaso de cristal compete em beleza com o design, variedade de materiais menos nobres como o vidro e resinas; novas texturas e uma liberdade sem limite de cores e formas. Os vasos não precisam mais das flores. Nos últimos 20 anos ele vem, cautelosamente, avançando em uma carreira solo de sucesso. Ocupando espaço nas prateleiras, estantes, mesas laterais, hoje, ele é considerado um objeto de decoração. As flores passaram a ser um opcional e, dependendo do design do vaso, não desejáveis.
Para Edson de Pieri, gerente de produtos da SH Marabá, loja especializada em objetos de decoração, a mudança está intimamente relacionada com o ritmo de vida da mulher moderna. As flores naturais pedem cuidados que a maioria das pessoas não pode mais oferecer. Mas as casas continuaram precisando de cores e formas para dar aconchego e ficarem mais alegres, diz.
A solução encontrada foi inovar nas cores e formas dos vasos. Os vidros e cristais trabalhados no estilo de Murano, cidade italiana especializada na produção de vidros com efeitos visuais e mistura de coloridos voltaram com tudo.
Ele afirma que o excesso de variedades de vasos confunde as pessoas. Muitos clientes chegam sabendo que querem um vaso, mas pedem orientação sobre qual modelo e cor escolher, conta. De Pieri explica que, igual a todos os objetos de decoração, o vaso não pode destoar da decoração do ambiente onde vai ser colocado.
Para quem tem medo de errar ou tem dúvidas, diz, a melhor opção ainda é o cristal ou vidro, de preferência liso. Abusar das cores e das formas é só para quem gosta de um visual mais forte, comenta. As cores neutras e suaves também podem ser uma opção interessante. É o meio termo, afirma.
Atualmente nem todos os vasos aceitam flores. Por isto, aconselha De Pieri, é importante a pessoa saber, desde o início, o que realmente deseja. Se a idéia é decorar e colocar flores, por exemplo, os vasos ideiais são aqueles com bases mais largas e formatos longos e retos. Na hora da escolha, vale a pena considerar também o tipo de flores que a pessoa mais gosta. Ajuda na escolha das cores e formato.
Se a função for apenas decorativa, há esculturas belíssimas em forma de vasos. Um exemplo são as peças de alumínio, uma tendência que está voltando, e os vasos de resina de poliéster da artista plástica paulista Claudia Alvarez, disponíveis nas lojas da Bergerson. Em lojas como a Bergerson e Diez & Diez, porém, os vasos mais procurados ainda são os de cristal, por serem mais fáceis de agradar.
Os preços dos vasos variam muito. Aqueles com design de artistas plásticos, independente do material utilizado, são bem mais caros. Podem custar mais que vasos de cristal francês ou da Boêmia (considerados os melhores cristais), já que nesse caso, o que valoriza o objeto não é o tamanho ou a lapidação, mas a pureza do cristal.
Isto não significa, no entanto, que para ter vasos bonitos e de efeito em casa é preciso gastar uma forturna. Vasos de vidro comum com designs especiais e bonitos podem ser encontrados em lojas de departamentos por preços entre R$ 15,00 e R$ 20,00. Por preços muito próximos é possível ainda encontrar alternativas diferenciadas em lojas de importados.Com uma liberdade sem limites de cores e formas, os vasos avançam com sucesso em carreira solo como peça decorativa
Dorico da SilvaClássicos Peças em cristal ou vidro, de preferência lisos, são unanimidadePaulo WolfgangCores e formas substituem os arranjos floraisPaulo WolfgangPeça não deve destoar da decoração do ambiente onde vai ser colocado





