Na cumeeira dos telhados, galos dão charme à rosa dos ventos
Nada mais simpático do que ter no telhado de casa um galo indicando a direção dos ventos. Os galinhos acoplados a uma rosa-dos-ventos são colocados na cumeeira e ficam alertas para qualquer mudança de direção dos ventos.
Indispensáveis na área rural, os galinhos e a rosa-dos-ventos são muito usados na hora de pulverizar agrotóxicos e para ajudar na queimada dos restos da lavoura.
Hoje, muita gente procura um galinho para decorar a casa de campo, ou de praia, ou ainda para mostrar quem nessa casa canta de galo. As pessoas querem resgatar um pouco as velhas tradições rurais e procuram alguma coisa que remeta à paz do interior, às casas de fazenda, ao movimento da colheita. Além disso, imagino que tenha também uma conotação machista. Afinal, os galos são os donos dos terreiros, diz o gerente da loja Adubos Boudin, Mário Almeida.
Os galos vendidos na loja são importados de Taiwan, mas a tradição é portuguesa, lembra o gerente. O galo é símbolo nacional de Portugal. E por intermédio deles, chegou ao Brasil.
Podem ser encontrados em preto ou coloridos (vermelho, verde e amarelo). São plásticos e medem 36 centímetros, já contando com a rosa-dos-ventos. Mas precisa ter cuidado especial na hora da colocação: uma bússola é indispensável. Depois, as peças são todas encaixadas e muito fácil de serem fixadas. O galo fica sobre a rosa-dos-ventos, explica.
Infelizmente, os galos são só para casas, não funcionam em varandas de apartamentos. É preciso que eles fiquem, no telhado, livres de qualquer barreira para indicar corretamente a direção dos ventos, esclarece Almeida.
Serviço
Galo e rosa-dos-ventos. Loja Adubos Boutin Ltda. Avenida Sete de Setembro, 2064. Tel: (041) 264-5133.Mauro FassonGalo no telhado: resgate rural e conotação machistaElisa Marilia Carneiro





