Ligas metálicas, vidros e um projeto de refrigeração inovador são os componentes principais da obra do Memorial do Pioneiro de Londrina, previsto para ser inaugurado até a metade do próximo ano. Anexo ao Museu Histórico, a obra traz uma arquitetura contemporânea e vai ocupar uma área de aproximadamente 360 metros quadrados. Com um desenho curvilíneo, ficará sob no pátio do Museu, preservando a composição ferroviária.
Além dos vagões existentes, o Memorial abrigará mais duas locomotivas que devem ser restauradas. No local, haverá também espaço para eventos e um painel com homenagens aos pioneiros. Por determinação da diretoria do Museu, que promoveu um concurso nacional para escolher o projeto arquitetônico do Memorial, a nova edificação deveria interferir o mínimo possível na estrututa do prédio já existente.
Segundo o arquiteto, Renato Mateus Gorne Viani, vencedor do concurso, no pré-projeto, que demorou três meses para ser desenvolvido, ele procurou usar elementos que mostrassem inovação, mas ao mesmo tempo preservassem as estruturas originais do Museu. ''Todas as vezes que vamos interferir em uma edificação histórica, precisamos seguir algumas normas internacionais da Carta de Lisboa, a qual rege os prédios dos patrimônios históricos'', lembrou Viani.
Segundo ele, a Carta diz, entre outras regras, que as obras ligadas a esses prédios não podem usar materiais parecidos e nem serem mais altas do que a construção original.
No Memorial, como exemplificou Viani, será usado o vidro para a vedação, pois o material dá permeabilidade visual à construção. ''Mesmo tendo uma obra na frente do Museu, as pessoas vão continuar vendo o prédio histórico'', frisou. Além disso, a edificação vai contar com estruturas metálicas em forma de meia parábola, as quais darão ''leveza'' à construção. As estruturas, de acordo com o arquiteto, são fáceis de serem usadas e deixam o canteiro de obras mais limpo. ''A montagem é bem rápida e a desmontagem, se houver necessidade, também pode ser feita rapidamente'', avisou.
Para Viani, o mais importante dessa obra do Memorial, é que a iniciativa ajuda na preservação do patrimônio histórico. Para a construção da obra serão destinados R$ 240 mil provenientes do Ministério do Turismo (R$ 200 mil) e o restante do município. Segundo o diretor de Turismo da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) órgão escolhido para ser o gestor do dinheiro Newton Felício, a obra deve estar pronta até a metade do próximo ano.
Ele disse que o projeto deve ser apresentado oficialmente pelo arquiteto até o dia 31 de dezembro na Caixa Econômica Federal, banco responsável por repassar o recurso. ''Depois de firmado o contrato com a Caixa, vamos iniciar, em janeiro, o processo de licitação para a escolha da empresa que vai construir a obra'', salientou Felício. ''Essa construção não é muito demorada. Então, depois de escolhida a empresa vamos ter o prédio erguido em 60 dias'', afirmou.
Como prêmio por ter vencido o concurso, o arquiteto Viani ganhou R$ 10 mil. Os outros dois finalistas foram Alaertes Karolescki e Ignês Dequech Álvares, que foram contemplados com R$ 1 mil cada um.

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