Mundo moderno se distancia do branco
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de outubro de 2000
Ligia Barroso Com Redação De Londrina 
Reconhecida mundialmente como uma das mais conceituadas especialistas da cor e suas aplicações, a norte-americana Margaret Walch afirma que a idéia do mundo moderno é distanciar-se do branco o visual high-tech está saindo de cena, assim como a predominância do ambiente monocromático. Em sua estada no Brasil, a diretora da The Color Association of The United States (Associação da Cor dos EUA), abordou durante palestra na Feitintas 2000 (realizada no início deste mês em São Paulo), a escolha correta das cores e sua influência em todos os ambientes internos e externos.
A tendência na sociedade contemporânea é usar cores mais energéticas e brilhantes como o laranja, azul turquesa, amarelo, prateado. Temos de usar muito tom sobre tom, assinalou, acrescentando que a natureza das cores não é uniforme: há vários tons de cinza, de verde e de azul. Brincar e jogar com as cores, dar efeitos especiais e agradar aos olhos, com laminados e material plástico e sintético, é a tendência.
Segundo Margaret Walch, uma casa típica da sociedade contemporânea possui laminados ao invés de paredes brancas, cantos arredondados ao invés de ângulos retos e cores que demarcam as divisões do ambiente com tons laranja, turquesa, amarelo, vermelho, apricot. É um design dinâmico. No banheiro moderno, por exemplo, utilizam-se cerâmicas com desenhos que criam um efeito especial.
Walch comparou a tendência do uso de cores no mundo moderno com uma imagem de um Museu de Arte: cada vez mais tons coloridos e efeitos multicores. Em residências e empresas, tanto para áreas interiores como exteriores, há forte demanda para combinações de amarelo e laranja que, segundo a especialista, são as cores do momento. Em ambientes internos de trabalho predomina também a cor azul.
Ela ressaltou, ainda, que uma cor pode não ser boa em um momento, mas em outro torna-se forte e usual e que tendências passadas também podem retornar. Estamos tendo uma retomada dos anos 50 nas cores das roupas dos jovens e em ambientes. Vivemos uma feminização das cores. Falando sobre as mudanças no mundo das cores, a especialista diz que as casas serão pintadas assim como uma mulher maquia seu rosto usando pequenos artifícios (e todas as possibilidades), os ambientes internos e externos deixam de ser frios, tornando-se mais aconchegantes e calorosos. E o ponto de partida (importante) é combinar.
Com um currículo direcionado totalmente para a arte, Margaret Walch dirige, desde 1984, a Associação da Cor dos EUA, que cria tendências para a indústria americana de vestuário, têxtil, carros e para todos os setores ligados às cores. Entre suas várias publicações, uma dos mais importantes é o Compendium A Z, que detalha as cores de A a Z.


