Multinacional do ramo imobiliário chega ao Brasil
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sábado, 10 de outubro de 2009
Eli Araujo<br>Reportagem Local 
A maior rede de franquias imobiliárias em volume de transações em todo o mundo, pretende atuar nas principais cidades do Paraná. A Real Estate Maximus, mais conhecida como Re/Max, iniciou operações no Brasil esta semana com a pretensão de reformular os conceitos de negócios imobiliários em cinco anos. O objetivo foi anunciado pelo presidente da multinacional, Dave Liniger, que veio a São Paulo para a solenidade da Re/Max Brasil, uma das cinco franquias da multinacional na categoria master em todo o mundo.
A empresa atuará no Brasil em todos os segmentos imobiliários - de locação a lançamentos de alto padrão - dependendo do perfil de cada franqueado, mas terá como foco principal o mercado de usados. A Re/Max Brasil pretende abrir pelo menos cem franquias em todo o País até o final do próximo ano e tem a expectativa de atingir um volume total de vendas no valor de R$ 12 bilhões no prazo de cinco anos.
Para alcançar este objetivo, a multinacinal dividiu o Brasil em 17 regiões, cada uma formada por um ou dois Estados. O interessado em uma franquia regional deverá investir entre R$ 400 mil e R$ 1 milhão. A meta para a regional do Paraná, com sede em Curitiba, é abrir cerca de 20 franquias nas principais cidades do Estado em dois ou três anos e ampliar este número para 120 agências, ou mais, em 5 anos. Quanto a Londrina, a empresa tem planos de conquistar entre 10% a 20% do mercado imobiliário também em cinco anos.
Os empresários Renato Teixeira e Paulo Toledo, que adquiriram os direitos da marca Re/Max para o Brasil, demonstraram conhecimentos específicos do mercado imobiliário de todo o País, durante a entrevista coletiva em São Paulo. Eles diseram que não foi determinado a quantidade de agências que poderá atuar em uma mesma região da cidade. Segundo os empresários, nada impede, por exemplo, que sejam estabelecidas duas ou três unidades na Gleba Palhano (Zona Sul), onde se registra atualmente o maior crescimento no setor da construção civil em Londrina.
E mesmo havendo uma padronização de procedimentos, a Re/Max promete respeitar a ''individualidade'' dos franqueados. A empresa destaca que, embora ofereça a melhor remuneração do mercado para seus corretores, o principal compromisso está na formação de seus franqueados. Para isso, a multinacional dispõe de um sistema próprio de treinamento. O período de adaptação é de aproximadamente 120 dias para as imobiliárias que já atuam no mercado e vão apenas adotar a nova marca ou de 180 dias para os iniciantes.
A Re/Max atua no sistema de rede, onde tudo é compartilhado, desde os gastos com publicidade até as informações sobre os imóveis disponíveis. Nesse sistema, uma agência de Londrina estará habilitada para negociar imóveis de outras cidades do País. O empresário Paulo Toledo acredita que esse formato vai facilitar a vida dos consumidores. ''O processo de comprar um imóvel no Brasil não é tão fácil como é lá fora. Aqui é uma verdadeira tortura, as pessoas precisam até tirar férias para procurar o imóvel que desejam. Além disso, ainda há falta de segurança no atendimento e na informação prestada''.
O mercado imobiliário é um dos setores mais novos a entrar no sistema de franquias no Brasil. No segmento Construção e Imobiliárias da Associação Brasileira de Franchising (ABF) estão relacionadas 13 empresas, sendo que apenas três atuam na área de negócios imobiliários. O empreendedor Renato Teixeira projeta um crescimento maior a partir de agora, com a entrada da Re/Max no mercado. Citando dados da ABF, ele diz que o índice de mortalidade das empresas tradicionais no Brasil é de 93% e que nas franquias é de apenas 9%.


