Muda o financiamento da casa própria
Ligia Barroso
De Londrina
Mudanças nas normas de financiamento, na captação de recursos e redução nas taxas de juros, medidas adotadas pelo governo nestes últimos dez dias, visam estimular a indústria da construção civil para a produção de imóveis em todo o País.
Reivindicada pelo setor imobiliário desde o primeiro semestre do ano passado, a proposta de mudança foi apresentada pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), à equipe econômica do governo como forma de atenuar as dificuldades enfrentadas com a redução das atividades, e, em consequência, estimular também a geração de empregos.
Aprovada em 29 de julho pelo Conselho Monetário Nacional, a Resolução nº 2623 criou condições para adoção, pelos agentes financeiros, de juros favoráveis à produção imobiliária com recursos captados através dos depósitos em caderneta de poupança: até 10%, no máximo. Até então, a taxa era de 13%.
E, para induzir os agentes a praticar esse percentual, foi estabelecido um conjunto de estímulos às instituições para aumentar a captação da poupança, em queda há meses. O CMN reduziu de 70% para 60% o percentual que as instituições devem aplicar no setor imobiliário.





