Célia Baroni
De Londrina
Um projeto dos alunos de arquitetura da Universidade Estadual de Londrina (UEL), coordenado pelo professores Humberto Yamaki e Milena Kanashiro, tem como tema os tamanhos dos móveis populares. ‘‘Percebemos que apesar dos móveis populares serem direcionados para ambientes pequenos, eles não têm referência de tamanho (comprimento e largura) e costumam ser relativamente grandes’’, diz Yamaki.
Como não seguem medidas padronizadas, deixam os arquitetos que elaboram os projetos arquitetônicos das casas populares sem subsídios e os consumidores sem uma orientação na hora da compra.
Sem esta referência, diz, os projetos de casas populares são, na maioria das vezes, inadequados para receber o mobiliário básico para o conforto dos moradores. O consumidor, por sua vez, acaba comprando móveis grandes demais para o ambiente que acaba ficando ainda menor, prejudicando a circulação e comodidade.
O objetivo do projeto de extensão é a racionalização e adequação dos espaços nas casas populares. A proposta do grupo de estudos é elaborar um catálogo com medidas e espaços necessários para cada móvel ( sofás, armários e cozinhas). Nela, cada móvel aparecerá em três croquis diferentes que deverão ser entregues aos responsáveis por programas de construção de moradias populares (Cohab, Crea e particulares). Um vai permitir o reconhecimento do modelo, nome do fabricante e linha. No segundo e terceiro estarão os desenhos, tamanhos e espaços que eles precisam.
Isto, explica o professor, vai ajudar quem faz os projetos a ter uma idéia melhor do interior. ‘‘Dez centímetros a mais na sala, por exemplo, podem resolver o problema, sem aumentar a área total da construção ou aumentar custos’’, reforça.
O catálogo poderá ainda chegar aos consumidores, mas enquanto isto não acontece ele orienta quem vai comprar a medir o espaço da casa a ser decorado. Levar a fita métrica às compras também é um bom conselho porque os vendedores nem sempre sabem com precisão as medidas do móvel.

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