Curitiba Um show de criatividade, beleza, luxo, ostentação, mas também belas amostras que de é possível reformar a casa sem gastar muito dinheiro. Ecletismo. Idéias que cabem em vários bolsos. Só não na cabeça de quem não tem coragem de mudar. É assim que dá para interpretar os 44 ambientes construídos por 70 profissionais da Casa Cor 2005, mostra de arquitetura, designer e decoração realizada no Brasil desde 1987 e no Estado de 1994 para cá, que começou ontem e vai até 19 de junho em Curitiba.
A mostra deste ano toma conta de um casarão mais de 1.250 m2 em um dos bairros mais tradicionais da cidade - o Jardim Social - e é um retrato da atual situação que o País vive. Se por um lado existe uma infinidade de materiais carésimos que só chegam ao alcance de poucos brasileiros, há também uma riqueza de artesanatos que podem e fazem uma grande diferença numa decoração.
Celeiro de novos talentos, o evento mostra o trabalho de quem ainda engatinha nos projetos e também de renomados arquitetos como Ivan Wodzinsky, Jayme Bernardo, Luiz Maganhoto e Maurício Pinheiro Lima. E é aí, nessas diferenças, que ele toma corpo. Seria difícil julgar o trabalho de quem só faz coisas belas a preços exorbitantes.
Fica fácil achar a Casa Cor legal ao adentrar em ambientes como o banheiro da criança ou o banheiro do rapaz. Nos dois há um processo consciente de aproveitamento de espaços. Duendes tomam conta do mosaico dos azulejos - que serve até para decorar um espelho. Tudo é pensado através da colocação de acessórios que podem ser movidos de lugar. Como no caso do banheiro do rapaz. As rodinhas nos armários que ficam embaixo da pia, facilitam a vida.
No lado da opulência há o living de Pinheiro Lima. Um espaço arrojado com o chão coberto pelo tapete de fios de seda feito pelos artesãos de Maringá do Casulo de Seda. Há opulência também na tapeçaria chinesa de mais de 300 anos exposta na parede. Coisas para quem não conhece crise, mas tem bom gosto e sabe fazer bom uso do dinheiro. Parte dos móveis do espaço são desenhadas pelo próprio arquiteto o que mostra uma tendência de personalizar cada vez mais sua intimidade.
Com o passar dos anos, a Casa Cor se tornou referência em apontar os rumos da arquitetura de interiores e também o estilo de vida das pessoas. Na edição deste ano há até um spa (projeto de Jayme Bernardo) ou seja o clima pede conforto dentro de casa de tal forma que os mais abastados podem pensar em construir oásis de relaxamento em seus lares.
Como quer passar as idéias de tudo que pode ser feito pelos profissionais a Casa Cor criou até um café e uma praça. Estes ambientes foram idealizados por André Largura. Ao lado da designer Giovana dos Santos Largura conseguiu desprender o conceito do espaço deveria ser em homenagem aos poloneses e fazer algo com elementos rústicos, ecológicos e naturais, sem parecer pitoresco.
Um dos grandes destaques da edição deste ano é a confrontação do clássico com o moderno. Em alguns ambientes, decorações feitas em cima de móveis e objetos de antiquários garantem aos adeptos do estilo que há ainda espaço para o tradicional. Já os que querem mesclar o velho com o novo devem ir visitar a mostra e fazer suas próprias escolhas. Materiais e idéias para iniciar uma boa reforma em casa ou para construir uma belo lar é o que não faltam.

Serviço
A Casa Cor Paraná 2005 acontece de 7 de maio a 14 de junho. O horário de visitação é das 13 às 21 horas. O valor do ingresso é R$ 15 para adultos, R$ 13 para idosos e crianças, estudantes de arquitetura e grupos com mais de 20 pessoas.

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