Mostra integra formandos e profissionais
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de janeiro de 1998
Londrina 
Mario CesarPaolo Sergius de Moraes Lázaro, junto à maquete do trabalho premiado: espaço otimizado para ensino e pesquisaInovações de sistemas construtivos, adoção de tecnologias e relacionamento e desempenho profissional são preocupações que povoam a vida de arquitetos e engenheiros civis. Tanto para os que já se consolidaram profissionalmente, quanto para quem busca uma fatia no mercado.
Uma integração entre profissionais da área e troca de experiências são valiosas para se manter no mercado. Quem já se consolidou possui uma bagagem considerável e quem está se iniciando na profissão também pode contribuir com informações e reflexões resultantes do período escolar.
Foi com a intenção de permitir a integração entre arquitetos e engenheiros e designers e recém-formados que o Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), em conjunto com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon) e Universidade Norte do Paraná (Unopar), realizou a Mostra de Trabalhos de Graduação, que premiou os melhores trabalhos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e Desenho Industrial.
O objetivo da nossa iniciativa foi mostrar a produção acadêmica e o potencial das três escolas de Londrina, explica Edgar Marin, presidente do Ceal. Dezesseis trabalhos foram selecionados e quatro premiados.
Um deles foi o de Paolo Sergius de Moraes Lázaro, formando de Arquitetura e Urbanismo do Cesulon, que desenvolveu o projeto de um Centro de Pesquisas Marítimas e Ambientais para ser implantado em uma das praias de Bombinhas (SC). Os outros premiados foram Evely Branco Sandrin, formanda de Arquitetura e Urbanismo da UEL, Sandra Regina da Silva, formanda de Desenho Industrial da Unopar, tema de matéria na Folha Casa & Cia de 29 de dezembro; e Dorival Pagani Júnior, cujo trabalho foi abordado em reportagem da Folha Imobiliária de 28 de dezembro.
O interesse por mergulho submarino foi o que levou Paolo Sergius a desenvolver em seu trabalho de graduação o projeto do Centro de Pesquisas Marítimas. O projeto tem um área total de 6.500 metros quadrados, constituído de sete blocos independentes que funcionam como células. O centro foi idealizado para otimizar o espaço facilitando o funcionamento das várias atividades do local explica o estudante.
Paolo acrescenta que pretendeu inovar o conceito de ensino, idealizando o local também como um campus avançado, ampliando a destinação do Centro de Pesquisas Marítimo-Ambientais.


