Mostra examina 500 anos de história do móvel brasileiro
Agência Estado
O móvel brasileiro já tem história que reflete sobre os costumes e hábitos dos habitantes nestes cinco séculos. Com essa idéia, o arquiteto Chicô Gouveia e o antiquário Arnaldo Danemberg organizaram a mostra Paralelos Mobiliário Histórico Brasileiro, que fica até o dia 3 de outubro no Rio Designer Center, no Rio de Janeiro. São 120 móveis de sala e quarto feitos no Brasil do fim do século 16 até hoje.
A mostra foi dividida em cinco módulos. A idéia é realmente comparar essa evolução, até porque há móveis que deixaram de ser fabricados, como cômodas e alguns leitos para se fazer a sesta, e outros que só aparecem no século 20, como os porta-discos e os porta-CDs, comenta Gouveia. Os móveis antigos hoje têm função mais estética que utilitária, completa Danemberb. As cômodas, antes indispensáveis nos quartos, são hoje móveis de sala e estão lá apenas para serem admiradas.
Para Danemberg, a partir do uso dos móveis chega-se à evolução dos hábitos brasileiros e até da hierarquia social. Se hoje a funcionalidade e o conforto são requisitos fundamentais, isso não acontecia até este século, explica, lembrando que os móveis do Império e do período Colonial, por exemplo, tinham função estética e de ostentação de poder, mas nem sempre eram confortáveis.





