Proprietário da CRV Imobiliária, Celso Roberto Vignadelli, diz que o grande diferencial no ano de 2011 foi a injeção de dinheiro pela Caixa Econômica Federal e a participação de bancos privados no mercado imobiliário. ''Estamos presenciando um crescimento ano a ano, cerca de 20% a 30%. E em 2011 não foi diferente. O maior número de vendas nosso foi o de imóveis prontos'', analisa.
Imóveis de todos os tipos, sobretudo, os apartamentos com grandes áreas de lazer. ''A região da Gleba Palhano mudou o conceito de moradia, cuja família quer desfrutar de ampla área. Contudo, estamos observando ultimamente, pessoas que querem pagar por uma área útil maior. Ainda querem lazer, mas não tantas opções como nas que saíram recentemente'', avalia Vignadelli.
E se todos os espaços da região em questão já estão nas mãos das construtoras, estas, de acordo com ele, estão voltando seus novos projetos ao centro da cidade novamente. ''Mais voltados agora para as famílias com filhos crescidos.'' E tudo terá mercado, conforme ele, já que, mesmo diante das várias opções de lançamentos, ainda há muita procura.
Na opinião do empresário, esse retorno ao centro deveria privilegiar, também, a oferta de imóveis comerciais. ''Está quase impossível encontrar imóveis térreos, salas comerciais, grandes armazéns e barracões em Londrina. Os investidores que sempre compraram para alugar, agora, estão tendo que construir para, depois, alugar'', finaliza. (M.T.)

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