Morador deve seguir protocolos de segurança quando for mudar
Novos condôminos também precisam ficar atentos às regras e aos aspectos estruturais do prédio
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sábado, 05 de dezembro de 2020
Novos condôminos também precisam ficar atentos às regras e aos aspectos estruturais do prédio
Larissa Teixeira/Folhapress 
Mudanças costumam dar trabalho, principalmente neste atual momento, com a pandemia. Assim, é preciso conhecer e seguir o protocolo sanitário do condomínio para que a mudança ocorra adequadamente. No início da pandemia, a síndica profissional Isabelle Lavin Haddad viu uma diminuição na quantidade de mudanças nos prédios que administra.
Por volta de julho, quando as restrições começaram a diminuir, a situação mudou. Em um condomínio de 104 unidades em Moema (zona sul de São Paulo), ocorreram seis mudanças e muitas negociações de apartamentos em poucos meses. "Também teve casos de pessoas que saíram por um período para casas no interior ou litoral e depois voltaram."
Com a pandemia atual, Isabelle conta que o prédio limitou o número de pessoas trabalhando durante a mudança, providenciou verificação de temperatura na entrada, disponibilizou álcool em gel e pediu o uso de máscara.
Para Thiago Badaró, advogado e professor na Escola Superior de Advocacia, o mais importante é contatar a administração do condomínio para buscar informações e agendar o dia da mudança, seguindo as regras do condomínio. "A comunicação prévia permite preparo antecipado para recepcionar objetos maiores e mais pesados", afirma.
O diálogo entre síndico e morador também ajuda a evitar maiores problemas. "O diálogo é o canal mais interessante para argumentar com o síndico e fazer a política da boa vizinhança", diz Fernando Zito, advogado. Luan Pardo, gerente do departamento de vendas e marketing da Tucuruvi Mudanças e Transportes, diz que é essencial verificar as restrições de horário, permissão para estacionar veículo e se atentar a estrutura do condomínio, como uso de elevador, escada ou içamento.
Pardo ressalta a importância de identificar quem entra e sai do prédio – verificando uniforme e crachá dos terceirizados. Se houver algum dano comprovadamente causado durante a mudança, a responsabilidade é do morador e, caso tenha sido causado por prestadores contratados, da empresa. O condômino também é responsável por fazer o descarte correto de materiais.


