Depois de ver os problemas do condomínio onde mora ser notícia na imprensa nacional, o bombeiro José Basdão Júnior, 35 anos, resolveu assumir a administração do Metropolitan Plaza Residence. ‘‘Não aceitei ser síndico porque gosto disso, foi por uma questão pessoal. Estava vendo meu imóvel ser desvalorizado por conta de diversos problemas’’, diz.
  Segundo Júnior, a má administração do local na época e a alarmante situação de inadimplência, que passava dos 30%, foram pontos decisivos para que ele encarasse a missão. ‘‘Eu tinha certeza que poderia fazer algo melhor’’, salienta o bombeiro, síndico há um ano e três meses.
  Entre as melhorias realizadas no condomínio estão a reforma da fachada e a reestruturação dos sistemas de segurança como os de prevenção contra incêndio. Funcionários foram dispensados e alguns fornecedores e prestadores de serviço também foram substituídos com o objetivo de economizar e melhorar os serviços. E, uma assessoria jurídica foi contratada para fazer a cobrança dos inadimplentes. ‘‘Nem tudo dá para resolver. A inadimplência, por exemplo, diminuiu apenas uns 5%’’, lamenta.
  Ser síndico, na opinião dele, é uma função ingrata. ‘‘Às vezes você é um gestor de confusão. Tem que resolver brigas entre os vizinhos, entre as crianças. Dá muito trabalho’’, admite Júnior, que não pretende permanecer no cargo por muito mais tempo.
  Ele diz que gostaria de administrar o local de forma mais técnica e menos pessoal, mas isso é quase impossível. ‘‘Essa função envolve muito sentimento’’, confessa. Como vantagens em ser síndico, o bombeiro cita a experiência de vida. Durante esse período, ele ressalta ter desenvolvido equilíbrio emocional, além de ter aprendido a entender melhor as pessoas. (E.Z.)

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