Moradia com paredes em plástico também é alternativa
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sábado, 14 de junho de 2003
Da Redação 
Fortaleza - Uma casa com estrutura em aço e paredes em plástico é a mais nova alternativa para a habitação popular no Brasil e no mundo. Desenvolvida pela MVC Componentes Plásticos, pertencente à Marcopolo S.A., a casa foi um dos principais destaques do Fórum Brasil-África: Política, Cooperação e Comércio, realizado nos dias 9 e 10 de junho, no Centro de Treinamento do Banco do Nordeste, em Fortaleza (CE).
De baixo custo e rápida montagem/construção, a casa possui estrutura em aço e paredes em placas de FiberprintCore, tecnologia inédita no Brasil. Estrutura sanduíche de lâminas de plástico reforçado com fibra-de-vidro, o FiberprintCore diminui o prazo de montagem da casa para apenas três dias. A parte estrutural, fornecida pela Usiminas, é composta por engradamento metálico, vigas, e colunas, que servem de guias para o alinhamento das paredes. Tudo é feito em perfis de chapa dobrada com aço resistente à corrosão atmosférica.
''Depois do piso pronto, as paredes só precisam ser encaixadas na estrutura. Com isso, o número de unidades construídas por ano aumenta e o sonho da casa própria pode se tornar realidade para muitas pessoas'', explica Gilmar Lima, diretor-geral da MVC.
O FiberprinterCore dispensa o processo de pintura e pode ser produzido em diferentes cores. Oferece ainda excelente isolamento térmico e acústico, além de alta resistência. O núcleo pode ser fabricado em poliuretano, madeira, poliestireno ou polipropileno expandido. A primeira casa popular em plástico foi doada no segundo semestre de 2002, a um centro comunitário de Caxias do Sul (RS), pela MVC e pela Usiminas.
O Fórum Brasil-África, realizado na semana passada, foi criado para promover e aprofundar as relações do Brasil com o continente africano, e enfatizou três temas: política e questões sociais; economia e comércio; e educação e cultura. Foi a segunda edição do evento que procurou reunir informações e subsídios para avaliar e atualizar a política brasileira para a África, a partir das contribuições de segmentos interessados. Participaram do Fórum instituições e representantes de diversos setores das sociedades brasileira e africanas, como acadêmicos, agentes de governo, políticos, empresários e líderes da sociedade civil.


