Modalidades facilitam crédito para casa
Algumas novas regras determinadas pela Caixa Econômica Federal, novos modelos de financiamento e novas relações entre agentes privados com carteiras de crédito imobiliário e empresários construtores, traduzem as possibilidades de novos investimentos para o setor e alternativas de contratos mais ágeis e seguros para o comprador.
A Caixa reduziu de 12% para 10,5% ao ano as taxas de juros cobradas dos financiamentos imobiliários, concedidos por meio da modalidade de poupança vinculada - o Poupanção; eliminou o sorteio e instituiu a liberação dos recursos já a partir do 12º depósito na conta vinculada ao financiamento. Em contrapartida mudou as regras para a conceder financiamentos a quem pretendia construir ou reformar imóvel através de empréstimo imediato vinculado ao Programa Carta de Crédito. Este acaba agora dia 30 de junho (mantido apenas para os contratos já em andamento). Mas apesar, ou justamente em razão disto, mais de 120 mil pessoas serão beneficiadas até o final deste ano e o montante total de recursos liberados chegará a R$ 900 milhões. Isso faz parte de uma política mais ampla de estímulo à poupança que resultará em liberações maiores e mais ágeis para a habitação e beneficiará diretamente todo o setor da construção civil, argumentou o presidente da CEF, Sérgio Cutolo, durante o anúncio das mudanças, semana passada.
Além da Caixa, que tem em sua carteira de financiamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, R$ 33 bilhões como fundo de poupança aplicáveis em habitação - e é o principal instrumento do governo para construir uma política habitacional que atenda às necessidades de moradia de diferentes faixas econonômicas - outros agentes privados incrementam o mercado, criando alternativas que fomentam relações mais seguras entre as instituições bancárias, empresários e consumidores, acelerando o ritmo da atividade na economia brasileira. Um dos exemplos: o HSBC Bamerindus criou um novo modelo de sistema para atender a quem comprou imóvel financiado pelas próprias construtoras. O sistema Conversão de Carteiras Imobiliárias oferece vantagens tanto ao mutuário quanto ao comprador.
Ele permite que a dívida com as empresas seja transformado em financiamento bancário, ampliando o prazo para pagamento e reduzindo os juros pagos nos contratos diretos, comenta o titular da área de crédito imobiliário do banco, Eduardo Bergstein. Esta modalidade de financiamento permite a capitalização de ambos, pois a construtora consegue recursos imediato para novas obras e o cliente passa a ter melhores condições de pagamento, continua Bergstein. Ele observa que esta modalidade, lançada no ano passado em São Paulo e Curitiba, como alternativa aos financiamentos diretos das construtoras, é modelo da experiência mundial que o banco possui na área de crédito imobiliário e nova alternativa para o setor através de parcerias.
Convênio assinado com Sindicato dos Imobiliaristas do Paraná (Sindimóveis), é outro exemplo de parceria estabelecida pelo HSBC Bamerindus como mais uma alternativa para impulsionar o desenvolvimento do mercado imobiliário. O acordo, firmado durante o 18º Conaci (realizado em Curitiba entre os dias 24 e 27 de maio), facilitará o acesso de clientes apresentados por corretores de imóveis, às diversas modalidades de crédito imobiliário do banco. Instituído inicialmente por 360 dias, como período de experiência, e apenas para o Paraná, o convênio visa atender aos três segmentos: o corretor, o futuro comprador e o banco, que espera dobrar, até o final do ano, o número de imóveis financiados (hoje são pouco mais de 5 mil unidades).DivulgaçãoRoberto Melquíades: Hoje, os bancos selecionam as construtoras com capacidade de produçãoLigia Barroso
Especial para Folha Imobiliária





