A Companhia Municipal de Trânsito de Londrina (CMTU) publica nos próximos dias dois editais de licitação para ampliar e modificar o mobiliário urbano da cidade. O primeiro, visa implantar mais pontos de ônibus do mesmo modelo dos que já existem e o outro objetiva implantar pontos de modelos diferentes, em locais com maior demanda. Se o processo obter resultados positivos, de acordo com o presidente da CMTU, Wilson Sella, existe a previsão de que o projeto seja ampliado para pontos de táxis, lixeiras e bancas de revista.
Em princípio, como informou Sella, será publicado um edital modular, que permitirá que a empresa vencedora da licitação, invista conforme a sua condição financeira. Segundo Sella, serão trocados 800 pontos aproximadamente e outros 150 pontos receberão um novo layout. Ele informou que ainda não há uma previsão de investimento, pois o processo também se dará através da troca de propaganda das empresas em um espaço público. De acordo com o presidente, desde o ano passado a CMTU tenta realizar essas mudanças, mas ainda não havia encontrado empresas interessadas.
A diretora de operações e transporte da CMTU, Rosimeire Suzuki Lima, destacou que o principal ponto a ser analisado na mudança do mobiliário urbano é o conforto e a segurança oferecidos aos usuários. Segundo ela, um mobiliário adequado também melhora a estética da cidade. Ela comentou que os materiais usados para a construção dos pontos têm que ser bastante resistente ao tempo e também ao atos de vandalismo.
Segundo Rosimeiri, a companhia mantém uma equipe permanente para fazer a manutenção dos pontos. ''As pessoas infelizmente não têm consciência e acabam destruindo boa parte dos pontos e outros módulos do mobiliário'', lamenta. A implantação de cada ponto custa em média para a prefeitura R$ 500,00.
Para o professor de urbanismo da Universidade Estadual de Londrina, Fausto Lima, no que diz respeito ao mobiliário urbano, qualquer mudança a ser realizada tem que levar em consideração a cultura e os costumes locais. ''Não adianta colocar luminárias em formato de araucária se na região não existe essa árvore em quantidade'', exemplificou.
Ele destacou que um mobiliário adequado cria a identidade da cidade e deixa o local caracterizado. ''Melhora a qualidade e oferece conforto'', frisa, comentando que tecnicamente os materiais utilizados devem ter durabilidade e beleza. Ele lembrou que Curitiba é uma das poucas cidades paranaenses, que buscam qualidade visual no seu mobiliário.

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